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Surpresa! O Bonitão que Eu Mantinha era O Príncipe Herdeiro! romance Capítulo 1098

Todos carregavam corações pesados, oprimidos pela desolação.

Porém, como as coisas haviam chegado àquele ponto, não lhes restava escolha além de enfrentar a realidade.

Clarinda e Dimas Guerra lideravam o caminho até o quarto.

A angústia deles pesava o equivalente a chumbo.

A trajetória daquele rapaz os cortava a alma.

Mas o que realmente aterrorizava a todos era imaginar se, com a partida de Davis, Ada teria forças para continuar suportando a vida.

Ninguém estava conseguindo raciocinar com clareza, pois todos estavam totalmente tragados pelo tsunami de tristeza que acompanhava a perda.

Aqueles senhores, que passaram a vida enfrentando intempéries e testemunhando as grandes tragédias corporativas, agora caminhavam com passos vacilantes, como se os pés pesassem toneladas.

Mas, antes mesmo que conseguissem se aproximar do leito,

uma voz masculina grave e irônica — uma voz da qual estavam terrivelmente saudosos — reverberou.

— Amor, por favor, não chore mais. O quarto vai acabar inundado...

Dimas e Clarinda ficaram atônitos.

O tom da voz não era alto, mas reverberou claramente e chegou até os corredores superlotados.

Todos engoliram a respiração, imobilizados.

Até Marcelo parou de uivar. Ele arregalou os olhos e correu desesperadamente em direção à cama.

Quando chegou perto, reparou que Davis não só estava de olhos abertos, como parecia absurdamente lúcido, fixando sua atenção em Ada.

O pânico e o assombro fizeram Marcelo gritar a plenos pulmões: — Você não morreu?!

A indignação cômica do rapaz finalmente quebrou a bolha de Davis.

Com as sobrancelhas franzidas, ele cravou um olhar reprovador no cunhado: — Marcelo, você por acaso estava rezando para que eu morresse?

O cérebro de Marcelo ainda operava em câmera lenta, enquanto uma onda avassaladora de alegria tomava conta de seu peito.

Ele não apenas sobreviveu, como finalmente tinha despertado do coma; aquilo era um verdadeiro milagre da vida!

O êxtase pulsava em cada célula dele.

Mesmo radiante, ele não perdeu a oportunidade de usar seu habitual humor sarcástico: — Não é isso. Mas, sendo sincero, a sua 'ressurreição' me colocou em uma posição bem complicada com a galera ali de fora.

Logo, a horda de parentes invadiu o quarto em desespero.

Em questão de segundos, o caos virou compreensão.

Clarinda ficou exasperada e disparou: — Vocês dois, que palhaçada de mau gosto é essa?!

O problema é que os músculos não estavam 100% fortes e seus ossos tinham passado por traumas de fraturas múltiplas e estilhaços mortais.

Isso impossibilitava qualquer chance de ficar em pé, forçando-o a depender de uma cadeira de rodas por enquanto.

Os prognósticos ainda sustentavam que seria impossível recuperar o caminhar independente, e que qualquer tentativa levaria um período longo demais.

Poderia exigir poucos anos, ou até mais de uma década.

Ada já considerava tais variáveis irrisórias.

O que importava é que Davis respirava e a reconhecia, só isso já valia mais que todo o ouro do mundo.

E ela o acompanharia em sua fisioterapia e reabilitação, não importava a espera.

O dia em que ele teve alta era também a data do aniversário de Sílvio.

A recepção ocorreria no majestoso salão da Casa Antiga Ravello.

Eles evitaram divulgar grandes banquetes midiáticos, focando a celebração num círculo íntimo contendo a família Guerra, a família Barbosa e alguns aliados de ferro.

Além disso, eles também convidaram a família Carvalho, providenciando voos exclusivos para trazer Adriana Moraes e Nádia Ribeiro, que moravam na Cidade R.

O ambiente possuía um clima puramente familiar e caseiro.

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