Ao ouvir a voz de Davis.
Ada começou a chorar copiosamente.
Davis pareceu entrar em pânico e tentou apressar-se em confortá-la.
Mas sua voz continuava terrivelmente fraca: — Não chore, meu amor. Eu não consigo secar suas lágrimas agora.
Ada imaginava o estado de Davis.
Ele estava preso debaixo das pedras pesadas, incapaz de se mover.
E era muito provável que, para protegê-la, ele tivesse absorvido todo o impacto e estivesse gravemente ferido.
— Como você está? Está doendo muito?
Davis pareceu dar um sorriso fraco.
— Não dói. Não dói nada.
Mas Ada conseguia perceber a fraqueza e o esforço monumental que ele fazia para disfarçar a dor.
Ela queria chorar, mas não ousava.
Tinha medo de deixá-lo ainda mais angustiado.
A escuridão ao redor era absoluta, o silêncio quebrado apenas pela respiração dos dois.
Eles não faziam ideia de quantos metros debaixo da terra estavam soterrados.
Não sabiam como estava a situação na superfície.
E muito menos sabiam se conseguiriam sair vivos dessa vez...
Provavelmente, não sairiam.
— Davis, nós talvez vamos morrer aqui.
— Não vamos. Seu irmão com certeza vai nos encontrar.
Ada também queria acreditar que o irmão e os outros os estavam procurando desesperadamente.
Mas encontrá-los a centenas de metros no subsolo não seria nada fácil.
Ela sussurrou: — Então vamos combinar uma coisa. Você tem que aguentar até eles nos encontrarem. Davis, você não pode morrer, entendeu?
Os dois estavam prensados sob a terra, sem qualquer chance de locomoção.
E pela voz dele, Ada já havia chegado a uma conclusão terrível.
Ele estava gravemente ferido.
Era como se houvesse uma bomba-relógio enterrada no próprio peito dela.
Davis tentou soar reconfortante: — Certo. Eu não vou morrer. Vou ficar com você para sempre.
Os minutos pareciam se arrastar.
Ada começou a sentir um frio cada vez mais cortante.
Ada deu uma risada baixa: — Está me achando superficial, não é?
— Estou.
Ada bufou fingindo irritação.
Davis rapidamente completou: — Acho que essa é a única coisa pela qual eu sou grato a eles. Me deram um rosto bonito o suficiente para chamar a sua atenção.
O coração de Ada deu um solavanco.
'Eles' significava Vanessa e Eloy.
— Davis, você os odeia?
Havia coisas que Ada realmente precisava saber.
— Não odeio. Não sobrou nada disso. Minha vida foi cheia de cicatrizes, mas eu não quero me apegar a elas. Eu só quero guardar as coisas boas. Como a sua chegada, cada pequeno momento nosso juntos. Até mesmo agora, eu me sinto incrivelmente feliz.
Ouvir aquelas palavras fez o nariz de Ada arder.
Eles continuaram conversando por muito tempo.
O tempo ia passando, segundo a segundo.
Não faziam ideia de quantas horas haviam se esgotado.
Aos poucos, as palavras de Davis se tornaram cada vez mais raras, e sua voz, cada vez mais fraca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Surpresa! O Bonitão que Eu Mantinha era O Príncipe Herdeiro!
Que livro maravilhoso, estou adorando e ansiosa por mais capitulos. Parabéns!...
Que livro maravilhoso....Obrigada equipe...
Quando vai atualizar?...