Enquanto isso, Sebastião retornou à Villa Sândalo.
Exceto por uma pequena lâmpada no corredor, tudo ao redor estava imerso em uma escuridão absoluta, como águas turvas e mortas.
Ele caminhou até o quarto de Sílvio. A criança dormia de frente para a janela, num sono profundo, com uma fina camada de suor em sua testa.
Sebastião pegou uma toalha e limpou cuidadosamente o suor dele. A noite estava quente e abafada, então Sebastião trocou o edredom por uma coberta mais leve.
Retirou-se em silêncio do quarto infantil.
Parou na porta do quarto principal, hesitou por um momento, mas acabou empurrando a porta.
No quarto, a luz fraca da varanda estava acesa, lançando um brilho suave e etéreo sobre a cama. Ele se aproximou da cama, e sua sombra gigantesca engoliu completamente a figura de Luana.
Luana abriu os olhos abruptamente.
Seus olhares colidiram no vazio.
O olhar investigativo de Luana fez os alarmes na cabeça de Sebastião dispararem. Ele virou-se imediatamente, indo em direção ao banheiro, enquanto indagava:
— Por que ainda está acordada?
Antes que Luana pudesse responder, Sebastião já havia se trancado no banheiro.
Quando Sebastião saiu, não havia enrolado a toalha na cintura como de costume; em vez disso, já vestia seu pijama.
Ele ergueu os olhos frios e viu Luana sentada na cabeceira da cama, com o olhar perdido. Suas sobrancelhas marcantes se uniram levemente:
— Posso ter a audácia de presumir que estava me esperando?
Havia um traço de sorriso dominante em sua voz rouca.
— Eu estava esperando por você.
Luana foi direta, as palavras soando frias e transparentes.
Ela passara a noite inteira pensando que havia perdido cinco anos com Sebastião, e a raiz de tudo estava na completa falta de comunicação entre eles.
— Aconteceu algo?
Sebastião percebeu a apreensão mascarada entre os olhos de Luana e perguntou.
Luana continuou:

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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