Sebastião achou que Luana já estaria dormindo. E mesmo que estivesse acordada, supôs que ela não responderia de imediato.
Para sua surpresa, assim que ele enviou a mensagem, a resposta chegou:
— Ainda não. Trabalhando?
Sebastião encarou aquela frase. Levou um longo tempo até conseguir digitar apenas um simples "Sim."
Depois, ficou observando, atordoado, o cursor piscando na tela.
Esperou por um bom tempo, mas não recebeu mais nenhuma palavra de Luana. Apressadamente, digitou outra frase:
— Voltarei em breve.
Ele não sabia se Luana tinha lido a mensagem ou não; o fato era que ela não respondeu mais.
Dionísia tremeu as pálpebras e finalmente acordou.
Vendo a filha despertar, lágrimas de emoção escorreram dos olhos de Fabiana. Ela chamou num suspiro entrecortado:
— Dionísia.
Imediatamente sentou-se mais perto, agarrando ansiosamente a mão de Dionísia, que ainda tinha o acesso intravenoso.
Os olhos de Dionísia vagaram vagarosamente. Ela olhou para Fabiana e, em seguida, começou a vasculhar cada canto do quarto até que seu olhar encontrou o rosto de Sebastião. Só então ela se acalmou completamente.
Fabiana falou:
— Você estava procurando o Antônio? Ele está bem aqui.
Fabiana fez um sinal para que Sebastião se aproximasse.
Sebastião guardou o celular no bolso, levantou-se e caminhou lentamente até a beira da cama. Permaneceu de pé, com as mãos cruzadas nas costas, os olhos baixos. A luz do quarto lançava sombras sobre seu rosto, acentuando a aura fria e predatória que exalava de seus traços.
Dionísia entreabriu os lábios. Seu olhar grudou-se no rosto de Sebastião, os cílios tremulando como uma borboleta de asas quebradas. Lágrimas umedeceram instantaneamente seus cílios, colando-os uns aos outros.
Com os lábios pálidos e sem vida, ela articulou:
— Antônio...

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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