Depois, ela foi ao Grupo Ramos e teve uma breve negociação com Luís e Fausto. Ao retornar ao Jardins do Perfume, começou a arrumar suas malas.
Ela queria levar Estela consigo, e Sebastião concedeu o capricho, exercendo seu controle.
Na noite em que Luana se mudou para a Mansão Lemos, a Dona Lemos mandou os criados prepararem um banquete para recebê-la.
Dona Lemos estava radiante, ordenando aos cozinheiros pratos nutritivos e até designando um nutricionista exclusivo para Luana.
Como Dona Lemos oferecia o jantar, Dionísia naturalmente estava presente. O sorriso de Dionísia era o mesmo de sempre, mantendo a fachada impecável de uma herdeira da alta sociedade — polida, tratando Luana com uma cordialidade que escondia uma barreira gélida.
Após o jantar, Luana despediu-se de Dona Lemos para voltar ao quarto. Assim que saiu do salão principal, começou a chover forte. Estela voltou para buscar um guarda-chuva, enquanto Luana permanecia sob o beiral, com os olhos vazios, observando as gotas d'água em silêncio.
— Luana.
Uma voz feminina, suave e baixa.
Luana virou-se, deparando-se com o rosto sorridente de Dionísia.
Ela caminhava lentamente em sua direção.
Luana ergueu uma sobrancelha, distante:
— Precisa de algo?
— Luana, ouvi dizer que você foi ver Sílvio.
Luana não respondeu. Apenas a encarou, transparente, aguardando o restante.
Dionísia suspirou, forçando um tom de pena:
— Sílvio é uma criança tão brilhante, quem diria que sofreria de uma doença tão grave. Antônio me disse que o sangue do cordão umbilical do bebê que você carrega pode salvar a vida dele. É bom cuidar bem dessa gravidez, afinal, o bebê em seu ventre carrega a salvação de Sílvio.
— O que você está tentando dizer?
Desde o primeiro momento, Luana nutria uma aversão profunda por Dionísia.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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