Pouco tempo depois, Venâncio desceu acompanhado pelo assistente do Grupo Lemos, com um sorriso de orelha a orelha. Pela aparência, o contrato estava praticamente garantido.
Venâncio lançou um olhar presunçoso para Luana, despediu-se do assistente e saiu com ar triunfante.
O assistente estava prestes a subir novamente quando Luana fechou o jogo, correu e segurou o braço dele:
— Ainda não chegou a minha vez?
O assistente olhou para ela com uma expressão de impotência. O Senhor não havia chamado o nome de Luana, e ele não ousava tocar no assunto novamente.
— Não.
Ele olhou para o andar de cima e, antes de entrar no elevador, aconselhou:
— Espere mais um pouco.
As portas do elevador se fecharam. Luana encostou-se na parede, sentindo uma frustração indescritível.
Certo. Luana trincou os dentes. Ela continuaria esperando.
Fausto e Luís chegaram. Ao vê-la sozinha no saguão, perguntaram:
— Não conseguiu ver o Sr. Antônio?
Luana balançou a cabeça negativamente.
Luís bufou:
— Esse cara tem mania de grandeza. Solta informações falsas para nos fazer de bobos e agora banca o inalcançável. Não sei o que ele tem de tão especial.
Luís estava furioso por terem ido ao lugar errado antes.
Não culpava quem deu a informação, mas sim a família Lemos e esse Sr. Antônio misterioso. Ele havia sondado amigos na Cidade do Trono, e todos diziam que o homem era como fumaça: via-se a obra, mas nunca o rosto.
Luana acenou com a mão, indicando para que fossem embora.
Fausto recusou-se a ir, insistindo que Luana deveria partir e ele ficaria esperando.
Luana retrucou:
— O assistente do Sr. Antônio já sabe que eu sou a responsável pelo Grupo Ramos. Se trocarmos de pessoa no meio do caminho, vão achar que não temos sinceridade e recusarão a cooperação.
— A Srta. Luana tem razão.
Luís puxou Fausto e disse a Luana:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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