Na consciência caótica, Luana sentia o corpo ferver. Parecia haver alguém tocando sua testa, mas sua mente girava. No borrão, uma silhueta familiar parecia oscilar diante dela.
O nariz captou um aroma de pinho frio e sândalo.
Foi aquele cheiro específico que a fez afundar num sono profundo.
Ao acordar, as folhas farfalhavam do lado de fora e o canto dos insetos soava nítido. Ela piscou, os olhos ardendo, e examinou o quarto. O espaço vazio fez a esperança que brotara em seu peito se estilhaçar.
Luís entrou e, ao ver seus olhos abertos, demonstrou surpresa e alívio:
— Srta. Luana, você acordou.
Luana olhou para Luís fixamente, num transe, até que ele ficou desconfortável e disse:
— Srta. Luana, sente algum desconforto?
— Não.
A voz de Luana saiu quebrada.
A garganta estava seca como o deserto, a fala difícil.
Ela sabia que era sequela da febre alta.
A memória retornou. Luana lembrou-se de sair do Clube Nove Céus e ter o caminho bloqueado. Ia descer do carro quando taparam sua boca, forçando-a a inalar um cheiro químico horrível.
Então, desmaiou.
Mas, antes de apagar, juraria ter visto o rosto de Sebastião.
Olhou em volta novamente, reconhecendo o ambiente do Jardins do Perfume. Perguntou a Luís:
— Ontem à noite... foi você quem me trouxe?
Luís respondeu:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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