Luís mandou revirarem a Cidade do Trono, mas não encontraram o menor sinal de Sebastião e seu filho.
Luana mergulhou em dor e remorso.
Uma semana depois.
Uma notícia sobre um transplante especial de medula óssea estampou as manchetes. E a criança na foto era... o rosto de Sílvio.
Luana leu a notícia com os lábios trêmulos.
As lágrimas jorraram de seus olhos. Ela mordeu o lábio com força para conter as emoções que beiravam o colapso.
Luís olhou para ela, com o rosto demonstrando preocupação:
— Srta. Luana.
Luana permaneceu em silêncio.
A ponta dos dedos que segurava o celular ficou branca de tanta força. A dor se alastrou até o peito, puxando cada nervo de seu corpo, fazendo seu estômago contrair em espasmos.
Luís tinha visto a notícia assim que acordou. Ele só não teve coragem de contar a Luana. Com a voz trêmula, tentou consolar:
— Srta. Luana, a notícia não cita nomes. Provavelmente não é o Sílvio.
Se ela não conseguisse reconhecer o próprio filho, teria falhado miseravelmente como mãe.
Luana tinha cem por cento de certeza: era Sílvio.
No passado, quando Plínio trouxe Sílvio e eles se encontraram, ela adorou o jeito caloroso, alegre e generoso do menino. Ele sempre agia como um pequeno adulto.
Antes de saber que ela era sua mãe, ele sempre dizia que iria protegê-la.
Luana encarava a foto. A criança que antes tinha luz nos olhos, agora só tinha escuridão no fundo do olhar. O rostinho pálido denunciava claramente que acabara de passar por uma cirurgia.
O coração de Luana doeu agudamente.
Como se alguém tivesse arrancado um pedaço de sua carne com uma faca e jogado fora.
— Saia, por favor.
Luana tentou usar um tom calmo para ordenar a Luís.
Luís saiu.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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