Dignidade, orgulho.
Essas coisas realmente não valiam um centavo.
Ele ligou para João. Ao ouvir o valor exorbitante das despesas médicas, João ficou mudo de susto do outro lado da linha.
Após hesitar por muito tempo, João tomou coragem e disse:
— Sebastião, já que a Luana está disposta a enviar dinheiro, aceite. Não precisa se punir. Sílvio também é filho dela, ela tem a obrigação de arcar com o sustento da criança.
Surpreendentemente, desta vez Sebastião não brigou com João.
Antigamente, sempre que João tocava nesse assunto, Sebastião ficava furioso ou desligava na cara.
O silêncio de Sebastião deu esperança a João.
João agarrou o celular, ansioso:
— Sebastião, se você concordar, vou procurar a Luana agora mesmo e pedir que ela transfira o dinheiro para a cirurgia do Sílvio.
— Está bem.
Sebastião concordou.
João exultou. Desligou o telefone, vestiu o casaco e dirigiu direto para os Jardins do Perfume.
A entrada dos Jardins do Perfume estava decorada com luzes coloridas.
Um clima de celebração.
João, sentado no carro, franziu a testa ao ver a decoração no portão.
Um Maybach aproximou-se velozmente, passou por ele e entrou diretamente nos Jardins do Perfume.
Através do portão aberto, João viu Vasco descer do carro. Ele contornou o veículo, abriu a porta do passageiro e curvou-se, com a mão protegendo o batente, com um cuidado reverente, como se servisse uma rainha.
Luana desceu.
Vasco correu para o lado dela. Os dois caminharam ombro a ombro, conversando algo. Luana parou, olhou para Vasco e sorriu. Seus olhos brilhavam como estrelas. Vasco tirou um documento do bolso, algo que parecia uma certidão oficial.
Mesmo àquela distância, sem conseguir ler o que estava escrito, João deduziu que era uma certidão de casamento.
Luana e Vasco haviam se casado no civil.
O rosto de João empalideceu instantaneamente.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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