Amanhecer.
Vasco foi procurar Luana, mas ela ainda não tinha se levantado.
Vasco esperou do lado de fora.
Luana fez sua higiene, trocou o pijama e saiu do quarto. Ao ver Vasco no sofá, lendo notícias no celular, perguntou:
— Veio tão cedo, aconteceu algo?
Vasco levantou a cabeça, o olhar evasivo:
— O Banco de Investimentos Azul faliu.
Luana pegou o celular que Vasco lhe estendia. Ao baixar os olhos, sua visão foi preenchida por manchetes enormes sobre a falência do banco, a morte súbita de Wellington e o suicídio da Sra. Geraldes.
Luana sentiu um calafrio na espinha.
Seus dedos deslizavam pela tela, e quanto mais lia, mais sentia que a expressão "chocante" era insuficiente para descrever o que sentia.
— Está muito surpresa, não é? — disse Vasco.
— Vasco, sabe quem fez isso? — perguntou Luana.
— Lá fora, os rumores estão enlouquecidos. Todos dizem que foi o Sebastião.
— Impossível.
Luana se recusava a acreditar. Ela conhecia Sebastião.
Ele, João e Hélder eram extremamente próximos. Hélder sempre seguiu a liderança de Sebastião. Ele não teria motivos para destruir Hélder dessa forma.
— Por que impossível? — Vasco olhou para Luana, seus olhos brilhando com uma luz fragmentada. — Quando eu ainda estava no Grupo Mendes, Sebastião sempre quis derrubar o Banco de Investimentos Azul. Depois, com a mediação de João, eles começaram a cooperar e a vontade de Sebastião diminuiu. Mas, Luana, não se esqueça: Sebastião é, antes de tudo, um homem de negócios. E para um comerciante, o lucro vem em primeiro lugar.
Aquela história de "irmãos de sangue" era pura bobagem.
Nas palavras de Vasco, Luana detectou um traço de ódio contra Sebastião.
Ela apertou o peito e disse:
— Vasco, nesses anos, você sofreu muito. Mas deixe o passado passar. Não vamos mais remoer isso, tudo bem?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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