Eliana saltou na frente dele imediatamente, ansiosa.
— Dante, e então?
Dante folheou os exames e respondeu casualmente:
— Nada crítico.
Assim que o check-up completo de Sebastião terminou, os resultados foram enviados para Dante.
— Eliana, seu irmão não tem grandes traumas, mas coleciona pequenos problemas.
Dante foi direto.
O coração de Eliana acelerou de nervosismo.
— Fale, Dante. Estou ouvindo.
— Ele tem nódulos pulmonares.
— E levou essa facada... ou melhor, esse tiro.
— Isso pode ter comprometido ainda mais a função pulmonar.
Vendo a cor sumir do rosto de Eliana, Dante consolou:
— Ele não pode mais fumar.
— Tem gente que fuma como se fosse comida.
Ao ouvir isso, Eliana começou a reclamar:
— Eu disse a ele mil vezes.
— Ele não ouve.
— Tudo culpa daquela mulher.
— Aquela mulher?
Luana ainda usava a máscara.
Enquanto Dante pegava os exames, Eliana a olhou várias vezes.
O olhar vagava pelo rosto parcialmente coberto.
Eliana sentia uma familiaridade irritante, mas não conseguia identificar quem era.
Luana sabia que não devia falar.
Mas as palavras estavam presas na garganta.
Ela soltou a frase antes que pudesse se conter.
Eliana a olhou com estranheza.
— Naturalmente, a mulher que ele gosta.
— Eu o amo, ele ama outra.
— Mas essa mulher não sente nada por ele, até o odeia.
— Diz aí, não é patético?
Eliana destilava seu veneno para Luana.
Claro, ela não fazia ideia de que a enfermeira franzina à sua frente era a própria Luana.
Se soubesse, jamais teria dito aquilo.
Ela também foi cautelosa.
Tinha medo de que a mulher pudesse ser Luana.
Por isso, não citou o nome.
Eliana era paranoica desde que se entendia por gente.
— Um triângulo amoroso doloroso.
Luana sorriu por baixo da máscara.
— Se dói ou não, eu não sei.
— Só sei que o amo acima de tudo.
— Se eu não puder tê-lo nesta vida, prefiro morrer.
Os olhos de Eliana transbordavam uma determinação cruel.
— O que ela entende?
Dante segurou a mão de Eliana, tentando acalmá-la.
— Eliana, ela só falou da boca para fora.
— Não leve a sério.
— Pense em como vai encarar o Sebastião quando ele acordar.
Ao mencionar isso, a fúria de Eliana diminuiu lentamente.
Ela pareceu entrar em transe.
Falando sozinha, mas dirigindo-se a Dante:
— Dê a ele um remédio para esquecer.
— O que ele não lembrar, eu não preciso enfrentar.
— Esse remédio não existe.
Dante cortou, categórico.
— Dante, não minta para mim.
— Sete anos atrás, na noite em que voltei do exterior, você me deu um.
— Naquela noite, eu e meu irmão... nós...
Dante não permitiu que ela continuasse.
Tapou a boca dela imediatamente.
Ele lançou um olhar rápido para Luana.
Depois, voltou-se para Eliana:
— Aquele remédio faz mal à saúde.
— E nem funciona direito.
— Você acabou lembrando depois, não foi?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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