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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 259

Por fim, Luana cedeu, exausta:

— Se quer que eu faça algo, precisa me soltar primeiro.

O rosto de Sílvio iluminou-se com um sorriso vitorioso:

— Combinado!

Ele soltou as pernas dela, mas seus olhos negros a prenderam:

— Irmãzona linda, meu tio não é só bonito.

— Ele tem um temperamento ótimo e muito dinheiro.

— Casar com ele é lucro certo, você não vai se arrepender.

Luana concordou em tomar um café com Plínio.

Não por Plínio.

Mas porque aquele garotinho despertou nela uma emoção inexplicável.

Ela gostou da sensação do abraço dele.

Era como se um calor esquecido fluísse por suas veias.

Os três entraram em uma cafeteria.

Sílvio pediu refrigerante e coxas de frango, devorando tudo vorazmente.

Luana pediu um latte; Plínio, um café preto.

Enquanto comia, Sílvio corria para brincar com uma menina na mesa ao lado.

Luana observava as duas pequenas figuras brincando e franziu a testa para Plínio:

— Quando você teve um filho?

— Um amigo meu teve um caso e escondeu dos pais.

— Ele trabalha muito, não tem tempo.

— Então, sobrou para mim.

Luana acreditou apenas em metade da história.

Vindo de um playboy como Plínio, a verdade era um conceito flexível.

Provavelmente era filho dele mesmo, fruto de algum caso que não conseguiu abortar.

Escondido dos pais, claro.

Como velhos amigos trocando cortesias falsas, Plínio perguntou:

— E você?

— Ouvi que casou com o Sabrino.

— Aquele lá também era bem promiscuo.

— Mudou ou continua o mesmo?

Luana não tinha intenção de expor sua vida privada.

Ela bebeu um gole do café e olhou para o relógio.

Seu celular tocou.

Plínio esticou o pescoço e viu o nome "Sabrino" piscando na tela.

Luana afastou-se para atender.

Deixou o celular na mesa e foi ao toalete.

Plínio, rápido como uma serpente, pegou o celular dela.

Discou para o seu próprio número.

Quando Luana voltou, sorriu brevemente para Plínio, despedindo-se:

— Você se chama Sílvio.

— E é filho ilegítimo de um amigo meu.

Como se a palavra "ilegítimo" fosse um insulto pessoal.

Sílvio revirou os olhos para Plínio e fez um bico de desprezo:

— Vou dizer a ela que sou seu filho bastardo.

Plínio gargalhou, dobrando-se na cadeira:

— Serve!

— Diga isso.

— Quem sabe ela fica com pena e aceita reatar nosso destino.

Sílvio mordeu o canudo do refrigerante:

— Se quer conquistá-la, pare de ser mulherengo.

— Tio, mulher nenhuma gosta de cafajeste.

— Como você sabe dessas coisas? — Plínio estava atônito.

— Óbvio que sei.

— A vovó repete isso no meu ouvido todo santo dia.

— Já decorei o discurso.

Um suor frio desceu pelas costas de Plínio.

Sua madrasta era realmente uma bruxa ressentida.

Envenenando a mente da criança daquele jeito.

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