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Sr. Sebastião, Tarde Demais romance Capítulo 256

Na sorveteria, Plínio carregava a mochila e escolheu o melhor lugar.

O garçom trouxe o cardápio.

Sílvio pegou o menu e escolheu seu sorvete com grande entusiasmo.

Plínio colocou a mochila na cadeira e observou a criança escolhendo, com os olhos transbordando de afeto.

Ele gostava daquele garoto.

Na porta do Jardim de Infância Aurora, Suzana não encontrou Sílvio e começou a suar frio de pavor.

Ligou imediatamente para Camila.

Ao saber que seu precioso neto havia sumido, Camila correu para a escola, desesperada.

A diretora estava com o coração na boca.

Imediatamente verificou as câmeras de segurança.

Quando viu nas imagens que quem levou Sílvio foi Plínio, a pressão de Camila subiu de raiva.

Ela ligou para Regina Rodrigues e gritou furiosa:

— Regina, para onde aquele seu bastardo levou meu neto?

— Eu te aviso, se acontecer alguma coisa com o Sílvio, eu acabo com vocês!

Do outro lado, as têmporas de Regina latejavam.

Camila desligou após os gritos.

O coração de Regina ficou apertado.

Quando recebeu a ligação de Regina, o garçom tinha acabado de trazer o sorvete.

Sílvio começou a comer com uma expressão radiante.

Pela cara dele, estava delicioso demais.

Plínio disse:

— Mãe, a criança está comigo.

— Daqui a pouco eu o levo de volta.

— Fique tranquila, nada vai acontecer.

Regina xingou um pouco e instruiu:

— Leve-o de volta agora mesmo.

— Ela estava com muita raiva agorinha.

— Plínio, você sabe a nossa situação atual, não há necessidade de provocá-la.

— Entendido.

Plínio guardou o telefone.

O pequeno olhou de soslaio para Plínio e perguntou:

— Era a minha avó no telefone?

— Sim.

Plínio acendeu um cigarro e esperou calmamente o menino terminar.

Só então pegou a mochila dele novamente e segurou a mão da criança.

Saíram da sorveteria e estavam prestes a atravessar a rua.

Um som estridente de buzina rasgou o ar.

Plínio recuou imediatamente, puxando Sílvio consigo.

A janela do carro baixou.

Era um rosto encantador.

Então, no coração de Sílvio, ele era uma criança sem mãe.

— E se ela não tivesse morrido?

Perguntou Plínio novamente.

— Impossível.

— Vovó disse que ela morreu no meu parto, sangrou muito.

Sílvio falou com convicção absoluta.

Parecia não acreditar que sua mãe ainda pudesse estar viva neste mundo.

Chegando ao carro, Plínio colocou Sílvio na cadeirinha.

Ao deixar a criança na Mansão Mendes, instruiu o menino:

— Onde fomos hoje?

Sílvio sorriu para ele, com um olhar de cúmplice:

— Fomos ao parque de diversões.

— Andei no cavalinho e na montanha-russa.

Plínio subitamente entendeu por que gostava tanto daquela criança.

Era esperto demais.

— Isso mesmo.

Plínio levantou o polegar, beijou o rostinho dele em aprovação e deu um tapinha em seu ombro.

— Desça, sua avó está morrendo de preocupação.

Sílvio acenou para ele, pegou a mochila e desceu do carro.

Rapidamente, a pequena figura de Sílvio desapareceu na entrada da mansão.

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