No novo edifício alugado pelo Grupo Amizade.
99º andar, escritório.
Dionísia estava sentada, folheando documentos.
A porta bateu.
Antes que ela pudesse dizer "entre", Sabrino empurrou a porta e entrou.
Sabrino caminhou até o lado de Dionísia, olhando para as linhas perfeitas do rosto da mulher.
Antigamente, a Dionísia de cabelos longos, com seu corpo curvilíneo, tinha uma pureza misturada com selvageria; uma beleza estonteante.
Quando Sabrino a viu pela primeira vez no bar, sentiu como se tudo se iluminasse, achando que aquilo já era o auge de uma mulher.
Ele não esperava que a Dionísia de cabelos curtos, embora com menos elegância e selvageria, ganhasse um ar de competência e indiferença que o deixava ainda mais fascinado.
Sabrino estreitou os olhos:
— Todos dizem que você é Luana. Dionísia, você é?
Dionísia largou os documentos.
A ponta dos dedos, branca como a neve, pressionou a página.
Ela levantou a cabeça, e o olhar que lançou a Sabrino brilhava com fragmentos de luz.
Ela curvou os lábios num sorriso tênue; as luzes de neon coloridas ao fundo serviam apenas de cenário para ela.
Sabrino perdeu o chão por um instante.
— O que você acha, querido?
Aquele "querido" fez o coração de Sabrino disparar.
Ele se inclinou levemente, o hálito quente roçando o rosto dela.
Colado à face dela, Sabrino pronunciou claramente:
— Eu queria muito ser seu marido de verdade, pena que...
Pena que no seu coração não tem espaço para mim.
— De qualquer forma, obrigada por me salvar cinco anos atrás. Se não fosse por você, eu já seria apenas ossos.
O sorriso no canto da boca de Luana se aprofundou.
Os olhos de Sabrino ficaram sombrios, a mente voltando àquela noite de tempestade, cinco anos atrás.
Ao ouvir Vasco dizer que a pessoa a ser salva era Luana, ele correu contra o tempo.
Com a ajuda de Urbano, forjou com sucesso a cena em que o carro de transporte de prisioneiros onde Luana estava caía no penhasco.
Sabrino estudou cuidadosamente os nomes das empresas: Chen's Huafa, Song's Electronics, Grupo Ouro dos Yu.
No meio de tantas empresas, o olhar de Sabrino caiu sobre "Tecnologia Barbosa".
Sabrino franziu a testa e deu sua opinião:
— Luana, aqui dentro, claro que a Tecnologia Barbosa é ligeiramente superior. Mas, tem uma empresa que poderia realmente nos ajudar a pegar um atalho.
Luana abriu as mãos, indicando que queria ouvir.
Sabrino foi direto:
— Grupo Mendes.
Ao ouvir esse nome, a sombra nos olhos de Luana foi rápida e fugaz.
Ela entrelaçou os dedos, apoiando o queixo pontudo:
— Para que o Grupo Amizade possa entrar rapidamente no mercado, para mim tanto faz.
Tanto faz encontrar Sebastião.
Talvez ela mesma fosse até lá bater na porta.
Sobre isso, Luana já tinha se resolvido; no dia em que aceitou voltar com Sabrino, já estava preparada para tudo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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