O punho de Sebastião, caído ao lado do corpo, abriu e fechou, fechou e abriu.
Por fim, ele reprimiu o impulso louco de tocar a campainha.
Ele soltou um riso rouco e recuou dois passos.
Sob a luz do poste, seu rosto virado estava assustadoramente lívido.
Com suas pernas longas, voltou em poucos passos para o carro.
O motor rugiu instantaneamente, e os pneus cantaram violentamente contra o asfalto, espalhando água para todos os lados.
No terceiro dia, Luana acordou, lavou-se e alimentou o pequeno Sílvio com leite.
Ela entregou a criança a Teresa e, quando estava prestes a sair para o trabalho, a campainha tocou.
Luana abriu a porta e viu dois policiais parados do lado de fora.
Antes que ela pudesse falar, o policial da frente se adiantou:
— Você é a Luana?
— Sim, sou eu. Em que posso ajudar?
Luana perguntou com educação.
— Ontem à noite, entre as 19h10 e as 20h40, você esteve na zona balnear?
O policial mantinha uma expressão muito séria.
Luana respondeu com sinceridade:
— Sim, estive.
— Ontem à noite, a senhora Vanessa foi assassinada dentro de uma mansão naquela área.
— Há uma acusação formal contra você. Além disso, testemunhas afirmam ter visto você esfaqueando a vítima no peito loucamente. Também há confirmação de que você comprou uma faca militar modelo 1345 em uma loja de artigos diversos.
Ao ouvir o relato do policial, Luana ficou atordoada.
— Policial, deve haver algum engano. Eu fui à zona balnear ontem, mas fui procurar a Fernanda. Não vi a Vanessa.
O olhar do policial tornou-se ainda mais frio.
— Era justamente na mansão da Fernanda, que supostamente foi deixada pelo pai, Luciano, para ela. Dizem que você, ao saber da verdade, foi até lá para exigir a propriedade de volta. Acabou encontrando a Vanessa, vocês discutiram e você a matou acidentalmente.
Luana sentiu que as palavras do policial pareciam roteiro de novela.
E nesse suspense todo, a assassina era ela, que não sabia de nada.
Era um absurdo completo.
— Eu procurei a Fernanda, sim, por causa da mansão do meu pai. Se não acreditam, posso ligar para o meu advogado, ele pode testemunhar.
Dizendo isso, Luana ligou para o advogado com quem havia falado na noite anterior.
Mas a linha estava ocupada, a chamada não completava de jeito nenhum, e Teresa morria de aflição.
Enquanto isso, Sebastião chegava ao Jardins do Perfume vindo da casa de Luana.
Mal desceu do carro, Eliana saiu correndo de dentro da mansão.
Seus cabelos estavam bagunçados e sua expressão era de puro pânico.
Com a voz rouca e os olhos vermelhos, ela abraçou Sebastião:
— Irmão, a Vanessa morreu.
Sebastião estremeceu e perguntou rápido:
— O que aconteceu?
— A Vanessa morreu na mansão da Fernanda.
Eliana chorava soluçando, parecendo inconsolável.
Sebastião afastou o corpo de Eliana e dirigiu imediatamente para a Vila Baía Azul.
No dia em que tirou Vanessa da Mansão Mendes, ele a instalara temporariamente na Vila Baía Azul e contratara vários seguranças.
Assim que empurrou a porta da mansão, um cheiro forte de sangue o atingiu.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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