O nome 'Sílvio' parecia ser uma palavra mágica.
Benito, vendo que Sebastião permaneceu em silêncio, murmurou uma concordância.
O carro rumou rapidamente para a Mansão Ramos.
Ao chegarem, Luana desceu.
Sebastião desceu logo atrás.
Ele virou-se para Benito:
— Pode ir embora.
Benito entendeu o recado e acelerou, sumindo na noite.
Ouvindo o rugido do motor se afastar, Luana parou.
Ela olhou para o homem de expressão indiferente à sua frente:
— Por que você não foi?
Sebastião respondeu com arrogância natural:
— Por que eu deveria ir?
Sua mulher e seu filho estavam ali.
Ele passou por Luana, caminhando em direção à entrada.
Luana hesitou, depois correu para alcançá-lo:
— Ei, Sebastião.
— A essa hora, o Sílvio já está dormindo.
— Se não quer acordá-lo, é melhor não entrar.
Luana bloqueou o caminho dele.
Sebastião olhou para dentro, depois baixou o olhar para o rosto dela.
Ele a encarou com superioridade:
— Não vou acordá-lo.
— Só quero te perguntar uma coisa.
Ele a contornou e seguiu para a mansão.
Vendo que ele não daria ouvidos, Luana bateu o pé no chão e correu atrás dele.
Quando ela o alcançou, ele já estava batendo na porta.
Teresa abriu.
Ao ver Sebastião, Teresa congelou.
Ela olhou para Luana atrás dele, sem saber se deveria deixá-lo entrar.
Enquanto Teresa hesitava, Sebastião afastou o corpo dela sem cerimônia.
Ele entrou com a confiança de quem é dono do lugar.
Teresa olhou para Luana, viu sua impotência e recuou.
— O Sílvio já dormiu, senhorita. Vou lavar as roupas dele.
Luana ignorou Teresa.
Ela viu Sebastião subindo as escadas.
Enquanto subia, ele afrouxava a gravata.
Ela suspirou, olhou para o andar de cima e o seguiu.
Sebastião tirou o paletó e o jogou no sofá junto com a gravata.
Estava tão à vontade quanto em sua própria casa.
Sentou-se no sofá e viu Luana manter uma distância segura.
Ele franziu as sobrancelhas, descontente.
Deu tapinhas no lugar ao seu lado, ordenando:
— Senta aqui.
Luana permaneceu imóvel.
— Sebastião, está tarde.
— Precisamos descansar. Amanhã conversamos.
A recusa de Luana acendeu uma chama de irritação nele:
— Eu quero falar hoje.
— Luana, minha mãe disse que você a chamou de mãe o dia todo.
— Disse que você se jogou na frente do soco da Regina.
— Mandei você sentar porque quero ver o machucado.
— Não me olhe como se eu fosse te devorar.
Luana estava impaciente:
— Já disse que não foi nada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Sr. Sebastião, Tarde Demais
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