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Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu romance Capítulo 989

Gabriel encontrou uma árvore que era especialmente adequada para ele, servindo tanto de encosto quanto de suporte para seu corpo.

Teófilo, visivelmente frágil, parecia uma vela derretendo, com seu corpo lentamente deixando cair gotas de cera até que a última se esvaísse, marcando o fim de sua luz.

A brisa da montanha soprou, clareando um pouco sua mente.

Ele começou a falar devagar:

— Gabriel, o que mais lamento na minha vida é ter aceitado aquele pedido absurdo da Mariana e ter descontado os problemas da família Bastos em Paty. Se não fosse por mim, ela não teria sofrido tanto. Nós também não precisaríamos estar em lugares diferentes, nem distantes dos nossos filhos, desfazendo nosso lar e falhando em nossas obrigações como pai.

— Chefe, você tinha seus motivos, por favor, não se culpe assim.

— Hahaha, motivos... Eu também usava essa desculpa para enganar a mim mesmo, mas, quem realmente tem o direito de usar seus problemas como desculpa para machucar os outros?

Teófilo falou suavemente:

— Quando era jovem, odiava meu pai e jurava que, se algum dia amasse alguém, a trataria com carinho, amor e proporcionaria uma família feliz. No entanto, acabei usando o amor como desculpa para machucá-la profundamente. Eu sei que errei, mas o tempo não volta, e Paty nunca me perdoará. Este fim que enfrento hoje é minha culpa, não posso culpar mais ninguém.

As pessoas geralmente só ganham clareza mental no fim da vida, pois, sem poder ver o futuro, valorizam excessivamente o passado.

As memórias eram como um idoso enrolando e reenrolando dinheiro em um lenço desbotado, contando-o várias vezes.

— Bem, falar sobre isso agora é inútil, esta é a minha punição, confirmando aquela frase que Paty disse no passado: que nunca nos veríamos novamente, na vida ou na morte. No fim, sem esposa nem filhos para me despedir.

Gabriel segurou a mão de Teófilo, que, apesar de ser a mão ossuda e longa de um homem adulto, tremia violentamente, como a de um idoso.

— Chefe, você ainda tem a mim.

— Não estou, contanto que esteja com o chefe, eu posso fazer qualquer coisa. Chefe, não morra, sou tão descuidado que, sem você sempre por perto para me alertar, certamente cometerei erros!

— Chefe, se você morrer, aquele desgraçado do Lorenzo vai rir à toa, depois de tantos anos de disputa, seria ele quem venceria. Estamos tão perto do final.

— Chefe, resista um pouco mais, talvez aquele médico milagroso volte logo. Você precisa estar vivo para entregar a carta à Sra. Patrícia.

A voz de Lucas foi se tornando mais distante, enquanto Teófilo perdia todos os sentidos.

Em meio ao torpor, ele parecia ouvir alguém dizer:

— Chefe, olhe, o sol está nascendo.

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