— Laís, você está chorando? — Perguntou Teófilo.
De repente, ele sorriu e pensou: "Que tolo, Laís não vai falar, e eu também estou prestes a ficar cego."
— Que horas são? Desculpe, meus olhos já não veem tão bem.
Laís segurou sua mão e traçou um seis na palma da mão dele.
— Quase seis horas, como o tempo voa. — Suspirou Teófilo levemente.
Ele sentia como se tivesse passado a noite em claro, quase exaurindo todas as suas forças.
— Lucas. — Chamou ele.
Lucas também havia passado a noite acordado, com os olhos ainda mais vermelhos.
— Chefe, estou aqui. — Sua voz tremia um pouco, como se estivesse emocionado.
Teófilo riu suavemente:
— Um homem grande como você chorando? Eu sempre disse que a vida e a morte são decididas pelo destino.
— Eu sei, mas... Mas eu nunca imaginei que seria você, chefe...
Todos ali estavam prontos para tomar uma bala por Teófilo, prontos para morrer por ele.
Se a morte viesse, certamente eles morreriam antes de Teófilo. Quem poderia imaginar que ele acabaria sendo envenenado por um erro, culminando neste trágico destino?
Gabriel apertou os ombros de Lucas como forma de consolo.
— Chefe, se tiver algo a dizer, estamos ouvindo.
Teófilo estendeu a mão:
— Me ajudem a chegar à mesa, quero escrever a última frase.
— Certo.
Dois deles ajudaram Teófilo a chegar à cadeira, um colocou a caneta em sua ponta dos dedos, enquanto o outro posicionou o papel de carta ao seu lado, para que ele pudesse julgar melhor a distância.
Teófilo tremia tanto que mal conseguia segurar a caneta, parecia estar com Parkinson.
Com grande esforço, ele conseguiu rabiscar as últimas palavras tortas no papel: [Paty, me desculpe, eu te amo.]
Mas hoje, Gabriel tinha um pressentimento ruim, sentindo que desta vez os medicamentos realmente não teriam efeito.
Teófilo havia escapado da morte tantas vezes antes, será que desta vez ele realmente não resistiria?
Por que tinha que ser Teófilo? Em sua vida, exceto por Patrícia, a quem ele devia desculpas, ele não devia nada a mais ninguém, ele não merecia esse fim.
Gabriel realmente não estava conformado, mas o que ele poderia fazer? Ele não era médico, não podia fazer nada além de assistir Teófilo morrer.
Mesmo o sempre forte Gabriel não conseguia controlar suas lágrimas, que caíam enquanto caminhavam.
"Ding ela-ling, ding ela-ling."
O som de um pequeno sino ecoava em seus ouvidos, Laís os seguia sem se afastar.
Finalmente, em um certo local, Gabriel colocou Teófilo no chão.
— Presidente Teófilo, vamos ficar aqui. Assim que o sol nascer, você poderá vê-lo.
Teófilo concordou com a cabeça:
— Está bem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sinto muito, Sr. Teófilo, a senhora faleceu
Cobrando? RealMedia acaba com a nossa empolgação...
Agora começou a cobrança.. acabou com a nossa leitura...
Oiee!! Não vai ter nova atualização?? 🥺...
Onde está o restante? História muito longa e cheia de muitos eventos....parece um monte de filme dentro do livro kkkkkk.....mas estou querendo saber o desenrolar.....qual mistério ronda sobre Patrícia.....qdo revelar o filho Diego? Qual final dos gễmeos.....afff...
Nossa cara, muito sofrimento para quem tá morrendo e nada dessa menina tomar uma atitude....
Sabendo de tudo isso e essa burra ainda casou com esse assassino? Aff...
Finalmente ela pensou o porquê nunca ele quis assumir o relacionamento deles ao público, como um cara supostamente apaixonado não deixou saberem que tinha uma companheira? Ele nunca gostou dela só queria uma step e aproveitou a armação que fizeram pra ela e o pai como desculpa pra tudo o que ele fez. Sendo que com a amante anúncio pro mundo todo o relacionamento como noiva sendo ainda casado, desde o início ele planejava tudo isso, a protagonista sempre foi uma step até a amante poder voltar pra cidade. E só fazer os cálculos as duas estavam grávidas ao mesmo tempo e ele vivia viajando pro exterior sem ela, a anos ele trai ela e outra o menino e filho da prota e esse infeliz sequestrou e fingiu ter morrido pra prejudicar mais a esposa....
Obrigada por atualizar!...
Queria novos capítulos 🥹...
Obrigado pelo capítulo...