MONALISA
— Irene — chamei por ela enquanto ela saía da sala de aula.
— Irene — chamei novamente, mas ela não parava. Peguei minha bolsa e corri atrás dela.
— Irene — parei na frente dela com um sorriso, e ela tirou os fones de ouvido dos ouvidos.
— Oi, Lisa — ela chamou suavemente.
— Oi — respondi, recuperando o fôlego.
— Algum problema? — Ela perguntou, e eu balancei a cabeça e dei de ombros.
— A verdade é que a única pessoa com quem me relaciono muito é Francesca, e, depois do que aconteceu entre nós, mal tenho alguém, e não tenho certeza de quem pode ser um verdadeiro amigo para mim e então...
— E então você acha que eu serei uma verdadeira amiga para você porque te dei uma dica sobre o que sua ex melhor amiga e seu ex-namorado estavam fazendo? — Ela me interrompeu, e fiquei calada.
Talvez Irene não quisesse ser minha amiga. Talvez ela só quisesse ficar sozinha e não ser incomodada só porque me deu uma dica sobre o que Francesca e Bryant estavam fazendo.
— Se é isso que você pensa, então está absolutamente certa — Irene acrescentou de repente, e meus olhos se iluminaram, vendo um pequeno sorriso em seu rosto.
— Vou ficar feliz em ter uma amiga tão bonita como você — ela acrescentou, e um sorriso se espalhou pelos meus lábios.
— Você quer sair comigo algum dia? — Perguntei rapidamente, sentindo-me feliz por Irene ser minha amiga. Eu tinha a sensação de que ela seria a amiga certa para mim.
— Algum dia? Você está ocupada agora? — Ela perguntou, e pensei por alguns segundos.
— Não nas próximas cinco horas — respondi, e ela veio até mim, jogou um braço preguiçosamente em volta do meu ombro.
— Você tem algum lugar em mente? — Ela perguntou, e imediatamente pensei no café, mas cancelei o pensamento instantaneamente.
O café tinha muitas lembranças minhas e de Francesca, e eu não queria ter que estar lá.
— Acho que você não tem nada em mente. Que tal irmos ao restaurante ao lado do hotel onde minha mãe trabalha? O restaurante serve a melhor comida.
Nossa! Eu nunca soube que Irene poderia falar tantas palavras em apenas alguns minutos.
— Claro. Estou um pouco com fome, então um restaurante seria perfeito mesmo — eu afirmei, e logo estávamos a caminho, falando sobre coisas aleatórias, coisas que gostávamos e nossos desgostos.
Eu e Irene éramos bastante diferentes uma da outra, mas, de alguma forma, parecia que estávamos nos dando muito bem.
— Este lugar realmente tem uma comida adorável — comentei, surpresa com o quão saborosa estava a refeição.
— Verdade? Eu amo tanto a comida deles e venho aqui muitas vezes para comer, já que minha mãe trabalha lá — ela apontou para um enorme hotel que definitivamente não passava despercebido.
Era enorme, e, mesmo pelas decorações externas, parecia caro e luxuoso.
— É enorme. O que sua mãe faz lá? — Perguntei.
— Ela é a gerente. O trabalho paga muito bem.
— Deve mesmo. Ser gerente de um hotel tão grande deve realmente pagar bem. — Eu assenti e então me lembrei de que também queria arrumar um emprego de meio período. Se eu conseguisse um emprego de meio período neste hotel luxuoso, tenho certeza de que seria bem paga e faria minha mãe orgulhosa também, mas parecia cedo demais para perguntar a Irene sobre conseguir um emprego.
— Você tem uma pergunta para fazer? — Ela perguntou, notando que eu estava olhando por muito tempo para o hotel.
— Sim... quero dizer, não.
Irene jogou a cabeça para trás.
— Você não precisa se segurar se tiver uma pergunta. — Ela disse convincentemente.
— Estava me perguntando se você poderia talvez me ajudar a perguntar à sua mãe se há um emprego de meio período que eu poderia fazer lá?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sim, papai