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Sim, papai romance Capítulo 113

MONALISA

Eu parei de gritar e berrar até perder a voz, quando fui carregada para dentro de um quarto pelo homem que me carregou à força em seus ombros.

Minhas mãos estavam amarradas para me impedir de bater nele, mais do que eu já havia feito. Fui baixada ao chão e imediatamente, senti meus pés se firmando, ele começou a afrouxar a corda que me amarrava.

Irene entrou na sala depois de nós e ficou a alguns passos de onde minhas cordas estavam sendo afrouxadas.

— Vagabunda!! — Eu gritei para ela com raiva. Ver o rosto dela me deixou ainda mais irritada do que eu já estava.

Assim que minhas mãos foram soltas, corri até ela e a esbofeteei no rosto.

— Me solte agora mesmo! Neste exato momento! — Eu bati os pés no chão.

— Lisa — Irene chamou meu nome, segurando a mão em sua bochecha direita que eu acabara de bater.

— Não ouse chamar meu nome!! — Eu gritei para ela, as lágrimas rolando pelas minhas bochechas.

— Me diga a verdade, Lisa. Você está feliz que eu esteja viva? Ou você ficou feliz que Lucius Devine, aquele homem, atirou em mim? — Ela perguntou, sua voz aumentando em suas últimas palavras.

Eu gemi e a esbofeteei. Novamente! Eu já havia esbofeteado alguém duas vezes em um dia? Eu não acho que sim, mas este é um novo recorde. Um recorde do qual eu me orgulhava.

Eu queria bater nela tão forte, mas não tinha certeza se era forte o suficiente para fazer isso.

— Você o chama de aquele homem?! Ele me salvou de você! Aquele homem é tudo para mim! Tudo, maldito! E ele vai vir aqui e me resgatar desta vez e ele vai se livrar de você! De verdade desta vez!! — Eu estava furiosa. Eu poderia matá-la agora de tão irritada que estava.

— Então você realmente... Você realmente queria que eu morresse? — Ela perguntou e eu me calei por um segundo.

Eu não queria que ela morresse, mas agora, eu simplesmente não queria que ela existisse mais.

— Bem... — Os olhos de Irene se tornaram frios e ela se afastou de mim.

— Ele não vai conseguir vir te resgatar porque ele está morto. — ela disse e eu tremi ligeiramente, antes de forçar um sorriso.

— Ele não está morto! — Eu protestei.

— O homem que deixamos lá atrás não vai sobreviver. Tenho certeza de que, ele morreu antes de chegarmos até o carro. Ele está morto e se foi, não será capaz de realizar a fantasia de vir atrás de mim e me matar de verdade

— Você está brincando se acha que Lucius vai morrer assim tão facilmente! — Eu gritei de volta para ela, mas as lágrimas já estavam se acumulando nos meus olhos.

Eu sabia em que estado eu deixei Lucius. Ele... Ele tinha caído no chão antes de eu ser levada da sala, mas Lucius não poderia estar morto. Ele nunca me deixaria e ao nosso filho.

Lucius me amava demais para ficar longe de mim. Nem mesmo a morte poderia fazê-lo ficar longe de mim, então definitivamente, ele ainda estava vivo.

— Não vou discutir muito com você, mas seria melhor se você esquecesse dele logo, já que ele será enterrado em breve. — Irene disse.

— Uma palavra a mais sobre a morte dele e eu vou...

— Me esbofetear de novo? — Irene me interrompeu. Ela então respirou fundo e olhou para mim.

— Eu vou te proteger, Lisa

— Me proteger de quê?! Do homem que me ama?! Ou da minha própria mãe? De quem você estaria me protegendo?!

— Estou te protegendo de tudo.

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