Sabrina Batista o levou direto para a casa dele.
Em poucos instantes, chegaram à residência de Ricardo Carneiro.
— Você não precisa voltar para a empresa hoje à tarde, vá para casa.
Ricardo Carneiro abriu a porta para sair e fez um sinal para que ela também fosse embora.
Durante o trajeto, o celular de Sabrina Batista havia tocado. Assim que estacionou, ela abriu a tela para olhar.
Era uma mensagem de Linda informando que o Presidente Carneiro havia chegado à empresa e exigia o retorno imediato dela.
Ricardo Carneiro decidira largar tudo de uma hora para outra, jogando suas responsabilidades para o alto e fazendo birra diante de Felipe Carneiro.
Porém, Sabrina Batista ainda era funcionária da Pipefy.
Ela respondeu confirmando que estava a caminho e só então respondeu a Ricardo Carneiro:
— Entendido, já vou indo.
Ricardo Carneiro parou nos degraus e acenou para ela.
Somente depois que o carro de Sabrina Batista saiu do condomínio, ele se virou para entrar em casa.
Ergueu a mão e pressionou a ponta do polegar contra a fechadura biométrica.
A fechadura eletrônica emitiu um som de erro, alertando que a impressão digital não correspondia.
Ricardo Carneiro esfregou o dedo na roupa e tentou novamente.
O mesmo aviso.
— Que ridículo! Como se eu não tivesse onde morar sem essa casa inútil!
Dito isso, virou as costas e foi embora, puxando o celular para pedir um carro direto para o hotel mais próximo.
Meia hora depois, na recepção do hotel.
O recepcionista devolveu o cartão de crédito a Ricardo Carneiro com extrema polidez.
— Senhor Carneiro, infelizmente o seu cartão não tem saldo suficiente.
— Impossível, o que não me falta é dinheiro. — Ricardo Carneiro respondeu de imediato. — Essa máquina de vocês não está com defeito?
O recepcionista deu um sorriso sem graça.
— O senhor gostaria de tentar com outro cartão?
Ricardo Carneiro tirou outro cartão da carteira.
— Tente esse.
Instantes depois, o recepcionista devolveu o cartão.
— Duvido muito que eu vá morrer de fome.
Ficou parado em frente ao hotel por um bom tempo, afundado em pensamentos, mas decidiu que iria até as últimas consequências.
—
Pipefy.
Às duas da tarde, Sabrina Batista chegou à empresa.
O clima no escritório estava denso. Assim que saiu do elevador, viu alguns secretários saindo da sala da presidência com expressões abatidas.
Aquele escritório, que antes pertencia a Ricardo Carneiro, agora era de Felipe Carneiro.
— Senhorita Batista, o Presidente Carneiro está chamando você.
Linda correu para avisá-la assim que a viu.
— Parece que o Senhor Carneiro levou o carimbo da empresa e isso atrapalhou a assinatura do contrato de hoje à tarde. O Presidente Carneiro está furioso.
— Entendido. — Sabrina Batista lembrava-se de que Ricardo Carneiro havia levado o carimbo para o aeroporto.
Ele o carregava quando desceu do carro, mas, ao voltar, trazia apenas os documentos que rasgou e jogou no lixo; não havia sinal de que tivesse trazido o carimbo de volta.
Sabrina Batista respirou fundo e, sob forte pressão, caminhou até a sala de Felipe Carneiro.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!