Henrique Ramos permaneceu em silêncio; não se sabia se ele ainda não havia pensado nisso ou se simplesmente estava com preguiça de dar atenção a Fernando Moraes.
Fernando Moraes dirigiu o carro para levá-los de volta para casa.
Quando chegaram ao Edifício Majestic, já eram nove horas da noite.
Kiara já havia colocado Lelê para dormir.
Ao vê-los retornar, Julia correu até a porta para recebê-los.
Fernando Moraes abriu a porta do carro, e Henrique Ramos desceu com Sabrina Batista nos braços.
Vendo o estado de Sabrina Batista, Julia entendeu de imediato o que havia acontecido.
— Jovem senhor, vou preparar a água do banho!
— No meu quarto. — limitou-se a dizer Henrique Ramos.
Fernando Moraes concluiu sua missão de deixá-los ali e, sem sequer receber um olhar de agradecimento de volta, foi embora frustrado.
No terceiro andar, no quarto de Henrique Ramos, Julia preparou a água para o banho e retirou-se em seguida.
Henrique Ramos tirou a roupa e entrou na banheira segurando Sabrina Batista, lavando cada parte do corpo dela com delicadeza.
Imersa na água morna, o cansaço começou a se dissipar aos poucos, e Sabrina Batista soltou um gemido suave de forma involuntária.
Aquele único som quase fez Henrique Ramos perder o controle mais uma vez.
Seu pomo de adão se moveu, e no final ele conseguiu suprimir o impulso dentro do próprio corpo, forçando-se a terminar de dar o banho nela, secar o seu corpo e colocá-la na cama para dormir.
A cama macia e grande, somada a um pijama confortável, fez com que a exaustão de Sabrina Batista viesse toda à tona naquele momento, e ela acabou dormindo profundamente.
Mas Henrique Ramos passou a noite inteira em claro.
Na manhã seguinte, às oito horas.
Sabrina Batista despertou gradualmente em meio a uma dor muscular tão intensa que parecia ter sido esmagada.
As lembranças das cenas absurdas do dia anterior invadiram sua mente.
Por baixo do edredom de seda, o seu corpo nu a informava claramente sobre o que havia acontecido.
O aroma familiar de sândalo que pertencia ao homem também indicava que ela estava no quarto de Henrique Ramos.
Ela havia voltado!
Ela se sentou de supetão, mas acidentalmente forçou a junção das coxas e soltou um arquejo de dor.
— Não haverá um centavo sequer de multa rescisória. Embora a gente não vá chamar a polícia, garanta que isso acabe caindo na boca do povo. O objetivo das ações deve ser levar a Família Macedo à ruína.
Família Macedo? Ele havia ido se encontrar com o Presidente Macedo ontem?
Sob o olhar fixo dele, Sabrina Batista encolheu-se junto à parede, mantendo a maior distância possível, e andou em direção ao seu próprio quarto.
Com aquelas poucas palavras, Sabrina Batista deduziu rapidamente tudo o que ocorrera no dia anterior.
Presidente Macedo havia dado alguma droga a Henrique Ramos, com propósitos desconhecidos.
Mas não deu certo, e isso ofereceu a Henrique Ramos a chance de contra-atacar.
As Famílias Ramos e Macedo já mantinham uma relação amigável apenas na superfície, e o que faltava era justamente uma brecha para romperem de vez.
Agora que o rompimento aconteceria com a Família Ramos estando cheia de razão, a Família Macedo jamais conseguiria reverter a situação.
Sabrina Batista voltou para o seu quarto e fechou a porta, abafando a voz de Henrique Ramos. Ela trocou de roupa, lavou-se às pressas, abriu a porta e desceu as escadas.
Henrique Ramos ainda continuava no topo das escadas, vestindo um terno preto escuro, exibindo uma cintura esguia e firme.
Nas mangas dobradas de sua camisa, era possível ver duas marcas de arranhões, as quais Sabrina Batista havia deixado na noite anterior.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!