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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 598

As duas trocaram um olhar e, ao lembrarem do preço oferecido por Presidente Macedo, cerraram os dentes e estenderam as mãos em direção aos ombros de Henrique Ramos.

Mas bem no instante em que as mãos, uma de cada lado, estavam prestes a pousar nos ombros dele!

A porta da sala foi escancarada violentamente, e vários guarda-costas invadiram o local, afastando rapidamente as duas mulheres.

— Venham para cá e agachem-se! Fiquem quietas!

Luiz Moreira e Fernando Moraes foram os últimos a entrar.

Fernando Moraes pegou um recipiente descartável, recolheu todos os líquidos que estavam sobre a mesa e os guardou para levar e examinar.

— Senhor Ramos, quer que eu o leve ao hospital?

Luiz Moreira ficou apreensivo ao notar que o rosto de Henrique Ramos já começava a apresentar um rubor incomum.

Se chegassem um segundo mais tarde e Henrique Ramos tivesse sido tocado por aquelas duas mulheres sujas, seria um verdadeiro desastre!

A mente de Henrique Ramos foi inundada pelas imagens do dia anterior, quando viu Sabrina Batista trocando de roupa.

Sua respiração tornou-se gradualmente ofegante. Ele afrouxou a gravata, e sua voz soou bem mais rouca.

— Limpem a área. Não se preocupem comigo.

— Não sabemos que tipo de substância foi usada aqui. Se aquele velho tiver colocado uma dose muito forte, você pode não aguentar e algo grave vai acontecer. — alertou Fernando Moraes.

Henrique Ramos ergueu a mão e massageou o espaço entre as sobrancelhas com força, recuperando alguns traços de lucidez.

— Não se preocupem comigo. Resolvam tudo isso depressa.

Após dizer isso, ele se levantou e saiu a passos largos.

— Doutor Moraes, por favor, leve esses materiais logo para o laboratório.

Luiz Moreira não teria a coragem de simplesmente ignorar Henrique Ramos. Ele ordenou que seus homens mantivessem as mulheres detidas e, em seguida, correu atrás dele.

E ele só parou quando viu com os próprios olhos Henrique Ramos puxar Sabrina Batista para dentro de um quarto.

Foi então que Luiz Moreira finalmente entendeu o porquê de Henrique Ramos ter se deixado cair naquela armadilha!

O quarto estava perfumado com incenso de rosas. Após perder o fôlego, o aroma estimulou o cérebro de Sabrina Batista, deixando-a em estado de transe.

Nesse atordoamento, ela sentiu como se tivesse voltado a dois anos atrás.

Aquela fora a primeira noite após o fim do período menstrual de Sabrina Batista.

Henrique Ramos a havia devorado de forma insaciável, atormentando-a até a metade da madrugada.

— Sim, senhor!

Luiz Moreira assentiu.

As portas do elevador se fecharam lentamente.

Dentro da cabine, Henrique Ramos baixou os olhos para observar a mulher que dormia profundamente em seus braços.

Os cabelos longos de Sabrina Batista estavam úmidos, grudados nas bochechas, e o rubor sedutor entre suas sobrancelhas ainda não havia desaparecido totalmente, mas ela não conseguiu suportar a onda de exaustão e sequer acordou enquanto ele a carregava.

Quando as portas do elevador se abriram, Fernando Moraes, que aguardava do lado de fora, tomou um susto com a cena.

Ao notar as marcas vermelhas nos tornozelos de Sabrina Batista, ele desviou o olhar polidamente, mas puxou uma lufada de ar.

— Já que você está bem, eu vou indo.

— Espere. Dirija e nos leve de volta. — disse Henrique Ramos.

Fernando Moraes hesitou nos passos, mas em um instante recobrou a naturalidade e os acompanhou até o seu carro.

— Já pensou em que tipo de explicação vai dar a ela quando ela acordar?

Lembrando-se dos pequenos empurrões e da resistência de Sabrina Batista antes que as coisas acontecessem, era fato que uma explicação seria necessária.

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