Os pais não tinham coragem de culpá-la, limitando-se a dar-lhe um leve sermão.
Oceana Reis não tinha como se justificar, mas pelo menos o desfecho fora positivo: eles acreditaram que Fernando Moraes era o pai de Carlitos.
— Mas falem a verdade, o Carlitos se parece bastante com o Fernando.
Assim que entraram e se sentaram, Elisa Sousa olhou para Carlitos e soltou esse comentário repentinamente.
Oceana Reis estremeceu e olhou para Carlitos.
Fosse pura sugestão ou algo do tipo, ela surpreendentemente também achou os traços do menino muito parecidos com os de Fernando Moraes.
De súbito, ela sacudiu a cabeça, concordando com Elisa Sousa contra a própria vontade: — É a semente dele, como poderia não parecer? Mas eu acho que também se parece comigo, olhem...
Ela colocou Carlitos no colo, encostando o rosto no dele.
Marcel Couto e Elisa Sousa os observaram atentamente, mas balançaram a cabeça em uníssono.
— Ainda se parece mais com o Fernando.
Oceana Reis ficou sem palavras.
——
Edifício Majestic.
Assim que Sabrina Batista saiu, Henrique Ramos imediatamente enviou uma mensagem a Fernando Moraes, perguntando quanto tempo demorariam.
Fernando Moraes respondeu que levariam pelo menos duas horas.
Assim sendo, meia hora depois, Daniela Vieira chegou apressada ao local.
— Senhora, veja como o pequeno é a cara do senhor Henrique quando era pequeno.
Julia serviu uma xícara de chá de flores para Daniela Vieira, dizendo com um sorriso.
Daniela Vieira olhava para Lelê, sorrindo de orelha a orelha.
Na mesa de centro repousavam seu bracelete, relógio e anéis; ela segurava Lelê com extremo cuidado, com medo de que algo machucasse o pequeno.
— É verdade. Mas o Henrique se parecia com o pai quando era criança, e agora que cresceu ficou mais bonito que ele. No futuro, o Lelê com certeza também será mais bonito que o Henrique.
Julia concordou com a cabeça repetidas vezes: — A senhora tem toda a razão, o aluno sempre supera o mestre!
Kiara trouxe uma travessa de frutas e, ao ouvir a conversa, seus olhos alternaram entre Daniela Vieira e Henrique Ramos.
Então, eles eram mãe e filho?
gritou Julia, de repente.
Kiara largou o celular e caminhou apressada para a sala de estar.
Embora Julia tivesse experiência em cuidar de crianças, isso já fazia muitos anos.
Hoje em dia, Kiara compreendia muito melhor as diferentes necessidades de um bebê.
Ela se aproximou, deu uma olhada e sorriu: — Não é nada, é só o calor. Meninos sentem muito calor, a partir de agora basta colocar uma regatinha nele e dispensar a calça. Se continuar tão abafado, ele vai ter brotoeja.
— Será mesmo? — Daniela Vieira não pareceu muito convencida. — Acho melhor levarmos ao hospital para dar uma olhada.
Julia hesitou; a criança ainda era muito pequena, era melhor evitar a agitação de uma ida ao hospital.
Contudo, se não fossem e houvesse de fato algum problema, ela não poderia arcar com a responsabilidade.
— Não há necessidade. Pode tirar a calça dele, as bolinhas vão sumir um pouco daqui a pouco.
Kiara falou com convicção: — Se não sumirem, não será tarde para ir ao hospital.
Ao ouvir isso, Daniela Vieira tirou a calça de Lelê.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!