Sabrina Batista fez uma pausa de alguns segundos e caminhou em direção ao corredor, preparando-se para sair pela porta dos fundos do hotel.
No entanto, assim que chegou ao saguão do térreo, foi interceptada por uma silhueta.
— Sabrina Batista, por que você não avisou que viria?
A Senhora Couto, ao vê-la descer do segundo andar, correu do salão de banquetes para impedi-la, morrendo de medo de que ela fosse embora.
— Você chegou na hora certa, vou levá-la para dentro. Hoje a família Couto tem dois motivos para comemorar. Quando vi a Elisa reencontrar a filha, meu coração apertou. Eu também quis viver isso. Você não quer voltar para nós também?
Enquanto falava, caminhou na direção de Sabrina Batista, estendendo a mão para segurar a dela.
Sabrina Batista esquivou-se, a temperatura de seu olhar caindo instantaneamente.
— Senhora Couto, por favor, mantenha a compostura.
A Senhora Couto apontou para o interior do salão de banquetes.
— Aquela lá dentro, você também não a conhece? Vocês duas cresceram no mesmo orfanato. Por que ela aceita reconhecer os pais e você não? Será que, por ter se envolvido com a Família Ramos, você acha que virou rainha e que nós não somos mais importantes? Mas pense um pouco em mim, por favor. O que vai ser de mim...
Com os olhos marejados, ela ficava cada vez mais agitada à medida que falava, atraindo os olhares constantes das pessoas na porta do salão.
— Se você tem tempo para chorar aqui, seria melhor voltar e refletir seriamente sobre o porquê de eu não querer.
Sabrina Batista permaneceu impassível, lançou essas palavras e caminhou rapidamente em direção à saída.
A Senhora Couto correu atrás dela, gritando:
— Sabrina, onde a mamãe errou? Me diga, por favor. Eu posso mudar. Se você voltar, eu faço o que for preciso...
Luiz Moreira já havia trazido o carro até a entrada.
Após Sabrina Batista entrar no veículo, o motor foi acionado e o carro partiu do local.
Ela viu a Senhora Couto torcer o pé enquanto a perseguia, caindo desamparada no chão, mas ainda gritando na direção em que ela partia:
— Sabrina, a mamãe sente tanta a sua falta...
As senhoras da alta sociedade que passavam por ali, ao verem a cena, aproximaram-se para ajudá-la a se levantar.
Vanessa Fernandes estava sentada num canto, observando os homens que socializavam, em busca da silhueta de Henrique Ramos.
— Que ódio! — Susana Mendes desvencilhou-se de um grupo de mulheres, com uma expressão péssima. — A Sabrina Batista esteve aqui agora há pouco, você viu?
— Sabrina Batista? — Vanessa Fernandes balançou a cabeça. — Ela veio? Veio acompanhando quem? O Henrique!?
— Ela não veio com o Henrique Ramos, veio representá-lo. Deixou um presente para o Tio Marcel. E a minha sogra ainda correu atrás dela, insistindo em reconhecê-la! — respondeu Susana Mendes.
Vanessa Fernandes ouviu aquilo atônita.
— Reconhecer? Reconhecer o quê?
— Você não sabia? — Quanto mais Susana Mendes pensava naquilo, mais indignada ficava. — A Sabrina Batista é a filha perdida da minha sogra! Minha sogra quis se reconciliar com ela, mas ela não aceitou!
Vanessa Fernandes levantou-se bruscamente, com os olhos arregalados.
— Ela... ela é a filha da Família Couto? Você está brincando comigo? Ela e a Oceana Reis são do mesmo orfanato, e ambas são da sua Família Couto?
— Psiu! — Susana Mendes puxou-a de volta para a cadeira. — Fale baixo. Eu não sei dos detalhes, só sei que a Sabrina Batista se recusa a voltar. Ela não quer voltar por estar do lado do Henrique, e meus sogros não sabem o que fazer com ela!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!