Mariana ficou em dúvida por um bom tempo e, no fim, escolheu a segunda opção.
Embora alguns dissessem que o aborto medicamentoso poderia não limpar tudo, era melhor do que procurar uma clínica clandestina, pois era uma questão de vida ou morte.
Mariana pediu ao hospital um atestado de exaustão, entregou na empresa e tirou uma semana de licença.
Depois, ela começou a procurar informações e encontrou uma clínica de medicina tradicional confiável para pegar o remédio.
Mal ela tirou a senha e entrou para fazer o pedido, o médico idoso já a mandou sair.
— Mocinha, essa é uma clínica regularizada, não podemos vender esse tipo de remédio para você.
Mariana retrucou: — Sou adulta, tenho o direito de decidir sobre minhas próprias coisas. Não quero essa criança.
— Então por que você não vai a um hospital formal para fazer exames?
Eles já viam pessoas como Mariana o tempo todo.
Mariana virou-se e caminhou decepcionada para fora da clínica.
Essa clínica particular de medicina tradicional era bem grande, tinha três andares e vários departamentos.
Assim que ela saiu pela porta da clínica, foi vista pela Senhora Carneiro, que estava no segundo andar.
A Senhora Carneiro andava dormindo mal ultimamente e, após muitas recomendações, veio a essa clínica.
Ao ver Mariana, desceu rapidamente para ir atrás dela.
Assim que chegou à porta, no entanto, ouviu duas enfermeiras da clínica conversando.
— Essa mocinha parece se vestir bem. Como pode ser tão ingênua e vir até aqui buscar remédio para aborto?
— É verdade. Será que foi enganada por algum canalha e não tem coragem de contar à família?
— Que pena...
Ao ouvir isso, a Senhora Carneiro parou na mesma hora. — Vocês estão falando daquela mocinha lá fora?
As duas enfermeiras assentiram várias vezes. — Sim, a que acabou de sair, com o vestido verde.
Aquela não era a Mariana?

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