— Impossível. — Ricardo sabia pelo tom de voz dela que era verdade.
Amor falso, namoro falso, mas uma gravidez real. Tudo estava totalmente fora de ordem e Ricardo não conseguia raciocinar.
— Se você veio questionar a veracidade da minha gravidez, desça ali na frente.
Mariana viu sua expressão de incredulidade e sentiu apenas decepção.
Por isso não queria contar ao Ricardo.
Os dois não se falavam havia quase um mês, e ela sabia muito bem que Ricardo tinha sido o único homem.
Mas como Ricardo acreditaria?
Ela não precisava provar a ele que o filho era dele.
Já que essa suspeita existia, era cem por cento impossível ela se casar com ele.
— Não estou duvidando que a criança não seja minha, só não consigo acreditar que vou ser pai.
O tom de Ricardo beirava o absurdo. — Você acha que consigo ser um bom pai?
Mariana: ...
Ele falava como se os dois já fossem casados e tivessem tido um filho de maneira legítima.
— Ricardo, você deveria considerar primeiro se eu vou ter essa criança ou não.
As pupilas de Ricardo se dilataram. — Você não vai ter?
Mariana ficou em silêncio, o que soou como uma confirmação.
— Você acha que os meus genes não são bons? — Ricardo disse sem exagero: — Embora eu não seja tão incrível quanto o Henrique, a minha mãe acha que sou o melhor filho do mundo. Se não acredita, vá perguntar para ela.
Toda mãe trata o próprio filho como um tesouro.
Mesmo que Ricardo fosse bem inferior a Henrique nos negócios e sua reputação no meio fosse reconhecidamente ruim.
Para a Senhora Carneiro, porém, ele era um bom filho.
As palavras dele criaram uma imagem na mente de Mariana.

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