— Eu só queria saber de que tipo de mulher você gosta.
— O que isso tem a ver com você? De qualquer forma, não é o seu tipo.
Ricardo falou, impaciente.
Viviane ficou sem fala.
— Chega, eu nem pedi café. Pague pelo que você pediu.
Ricardo se levantou, virou as costas e caminhou para a saída.
Viviane acenou para o garçom, pagou a conta, pegou a bolsa e correu atrás dele.
Chegou bem a tempo de ver a traseira do carro de Ricardo sumindo na esquina da cafeteria.
Ela entrou no carro de imediato e pisou no acelerador para segui-lo.
Ela sabia onde Ricardo morava. A Senhora Carneiro tinha falado à sua família que ele vivia sozinho em uma casa no subúrbio leste.
Mas a direção que Ricardo tomou não era para o subúrbio leste e nem para a empresa.
A curiosidade fez Viviane seguir Ricardo pelo caminho inteiro.
Ao ver que Ricardo estacionou na frente do prédio do Skyline Residence, ele desceu do carro girando a chave. Quando ia entrar, deparou-se com alguém saindo.
— Por que você veio de novo? — Mariana desceu para jogar o lixo e fez uma cara de surpresa ao vê-lo.
Ricardo ergueu as sobrancelhas.
— Não combinamos de nos ver hoje?
Mariana: "......"
Ela jogou a sacola na lixeira e bateu as mãos.
— Passei o dia inteiro fazendo compras. Estou cansada, pode ir embora.
Ricardo encostou-se no pilar da entrada do prédio enquanto a esperava.
— E os duzentos mil por mês combinados? As visitas podem ser poucas, mas o dinheiro não.
— Eu quero alterar os termos. — Mariana falou de uma vez só. — Não vou mais pagar a mensalidade.
— Está tudo no papel. Agora é tarde para se arrepender.
Ricardo assumiu a postura de aproveitador:
— Para garantir que você não volte atrás, transfira logo os duzentos mil.

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