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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 85

RUBI MONTENEGRO

Eu já estava acordada há alguns minutos, mas a luz branca do quarto de hospital fez meus olhos arderem tanto que precisei fechá-los de novo. A minha cabeça latejava levemente, como uma ressaca chata, e o meu corpo inteiro parecia dolorido.

Foi então que ouvi a porta se abrir e passos apressados se aproximarem.

Mantive os olhos fechados enquanto alguém puxava a cadeira e se sentava ao meu lado. Senti uma mão grande e quente acariciar meus cabelos e ouvi a voz rouca de Ares, ele admitiu que estava preocupado e com medo de me perder.

Quando ele pediu para eu abrir os olhos, pisquei devagar, me acostumando com a claridade, e encontrei o rosto de Ares bem perto do meu. Ele sorriu, aliviado, apertou minha mão e perguntou como eu me sentia.

Foi a oportunidade perfeita.

Puxei minha mão da dele, me encolhi um pouco no travesseiro, franzi a testa e perguntei com a voz mais confusa que consegui inventar:

— Quem é você?

A reação foi instantânea. O rosto de Ares perdeu toda a cor e os olhos escuros dele se arregalaram.

Não aguentei. A minha pose de amnésica durou exatos dois segundos antes de eu soltar uma gargalhada alta.

— Ah, meu Deus! — ri, segurando a barriga. — Você tinha que ver a sua cara agora, Ares! Foi impagável!

O medo no rosto dele sumiu, sendo substituído imediatamente por indignação. Ele soltou a respiração de uma vez, passando a mão pelo cabelo bagunçado.

— Porra, Rubi! — ele me repreendeu. — Você quase me matou do coração! Essas coisas não são para se brincar!

Parei de rir aos poucos, enxugando uma lágrima no canto do olho.

— Desculpa, desculpa. Mas quando eu teria outra chance de te dar um susto desses?

Ares me olhou com severidade.

— Se eu fizesse algo parecido com você, tenho certeza de que você não iria gostar nem um pouco.

Fiz um biquinho, reconhecendo que ele tinha toda a razão.

— Tá bom, não brinco mais. Me dá um pouco de água? Minha garganta está muito seca.

Ele suspirou, derrotado, e pegou um copo de água na mesinha ao lado. Ares passou o braço pelas minhas costas e me ajudou a sentar. Bebi a água devagar, sentindo um conforto imediato.

Ele largou a bolsa na poltrona e veio rapidamente para o meu lado.

— Vou pedir para a enfermeira trazer uma medicação mais forte para dor.

Mas antes que ele pudesse se afastar para chamar alguém, uma pontada aguda e violenta atravessou o meu crânio. Foi como se um prego estivesse sendo martelado bem no meio da minha cabeça.

— Ah! — gritei, levando as duas mãos à cabeça e apertando com força, tentando parar a dor lancinante. Lágrimas de desespero começaram a escorrer pelo meu rosto instantaneamente.

— Rubi! Doutor! Alguém, rápido! — Ares berrou em direção ao corredor.

— Ares, por favor! Dói muito! Me ajuda! — implorei, chorando sem controle, me contorcendo na cama enquanto a dor rasgava a minha mente e deixava a minha visão completamente turva.

Ouvi Ares gritando para fazerem a dor parar a qualquer custo, enquanto uma enfermeira injetava algo rapidamente.

A dor era insuportável, esmagadora. Parecia que a minha cabeça ia explodir a qualquer segundo.

Felizmente, a medicação agiu rápido. Senti a dor excruciante afundar num vazio escuro e silencioso. Fui levada de volta à inconsciência profunda, deixando para trás os gritos desesperados do meu marido.

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