ARES BECKETT
Entramos na sala de cinema particular da mansão e entreguei o controle para Rubi. Deixei que ela escolhesse o filme, sem me importar muito com o gênero. Minha única intenção era passar tempo com a minha esposa.
Assim que ela deu play, caminhou até a fileira principal e se sentou. Sentei logo ao lado dela, mas, no mesmo instante em que me acomodei, encarei a poltrona de couro com extrema irritação. Havia um apoio de braço largo e fixo dividindo os nossos assentos, impossível de levantar.
Em vez de prestar atenção na tela gigante à nossa frente, comecei a pensar que seria muito melhor mudar todos os móveis dessa sala. Poltronas individuais eram um erro terrível. Eu precisava de algo que servisse para deitar. Embora essa poltrona reclinasse muito bem, não era o bastante para acomodar nós dois juntos sem uma barreira irritante no meio. Colocarei isso no topo do meu plano de reformas da casa.
— Você já viu esse filme? — Rubi perguntou, sem tirar os olhos da tela
Voltei a minha atenção para ela.
— Não — respondi, embora não tenha prestado atenção no nome do filme.
— Ótimo — ela sorriu, satisfeita. — Odeio quando comentam o que vai acontecer enquanto estou assistindo. Gosto de surpresas.
Passei o braço por cima do encosto dela, puxando-a o mais para perto que o maldito apoio de braço permitia, e tentei me concentrar na história.
No entanto, depois de assistir por uns poucos minutos, achei o filme completamente entediante. A trama parecia arrastada, mas, para ser justo, o verdadeiro espetáculo estava bem ao meu lado. Fiquei observando o rosto de Rubi iluminado pelas luzes. Ela estava muito concentrada, completamente alheia ao mundo.
Não consegui resistir. Inclinei meu corpo na direção dela e afundei o rosto nos fios escuros do seu cabelo, respirando fundo aquele cheiro doce que me deixava tonto.
Desci os lábios pela têmpora dela, deixando um beijo suave ali. Depois, beijei a sua maçã do rosto. Por fim, desci até o pescoço e comecei a mordiscar o lóbulo da orelha dela bem devagar.
Rubi estremeceu, encolhendo o ombro.
— Ares... — ela repreendeu num sussurro, tentando não tirar os olhos da TV. — Para com isso, eu estou prestando atenção.
Que mulher má, pensei, cruzando os braços e afundando na poltrona.
Assim que a tela escureceu e os créditos finais começaram a subir, meu castigo acabou. Não perdi um único segundo. Avancei sobre ela, virei o seu rosto com firmeza e ataquei seus lábios com toda minha fome acumulada.
Rubi soltou um som de surpresa que logo se transformou em um suspiro de rendição, correspondendo ao beijo com a mesma intensidade. Nossas bocas se encontraram em um choque quente que fez o meu sangue ferver instantaneamente.
Quando o fôlego começou a faltar e o beijo foi acalmando, mantive nossos rostos colados, roçando o nariz no dela.
— O que acha de irmos para o quarto? — Propus sussurrando contra os lábios úmidos dela, minha voz estava rouca de pura luxúria. — Para fazermos igual no hotel em Paris... Estou louco para sentir seu gosto.
Rubi abriu os olhos devagar, ofegante, com as bochechas coradas e um brilho incrivelmente escuro nas íris castanhas. Em vez de concordar e se levantar, ela segurou a minha camisa e fez uma contraproposta ainda mais ousada.
— Por que não fazemos isso aqui mesmo?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!