RUBI MONTENEGRO
Assim que a silhueta de Ares sumiu pelo corredor e o som dos passos dele desapareceu, Valentina não aguentou mais. Ela jogou a cabeça para trás e caiu em uma gargalhada escandalosa, segurando a própria barriga.
Sentei de volta no sofá, completamente confusa com a crise de riso da minha amiga.
— Qual é a graça, Tina? — perguntei, franzindo a testa.
Ela precisou de um minuto inteiro para recuperar o fôlego, limpando uma lágrima imaginária no canto do olho.
— Ai, Rubi... O veredito é muito simples — ela disse, apontando a taça na minha direção com um sorriso vitorioso. — Ares Beckett está absurdamente, ridiculamente e perdidamente apaixonado por você. E só um cego não veria isso!
Senti o meu rosto esquentar na mesma hora.
— O quê? Da onde você tirou isso?
— Ah, por favor! — Tina revirou os olhos, ainda rindo. — O jeito que ele te olhou, o jeito que ele se espremeu no sofá e tentou marcar território... — Marcar território para quem? — Amiga, ele está na sua mão. O meu conselho é: faça ele suar muito a camisa nos próximos meses, mas pelo amor de Deus, não deixa esse homem escapar. Quando ele perceber que já caiu, vai matar e morrer por você.
Fiquei processando as palavras dela, ainda meio incrédula.
— Como você chegou a essa conclusão tão rápido? Vocês mal trocaram algumas frases.
Tina deu de ombros, terminando o vinho na taça.
— Confia em mim, eu sei ler as pessoas. Houve uma... comunicação silenciosa entre nós.
Estreitei os olhos. Eu definitivamente senti que algo tinha acontecido bem debaixo do meu nariz e eu não tinha entendido absolutamente nada.
— Bom, agora que o seu marido chegou e obviamente está carente de atenção, eu tenho que voltar para casa — ela anunciou, pegando a bolsa.
Levantei para acompanhá-la até a porta.
— Falando nisso, como você conseguiu folga do trabalho hoje, em plena terça-feira?
— Ah! O meu chefe tirou a semana de folga e levou a esposa para a Semana de Moda de Paris também. Ele só volta na semana que vem, então o escritório está uma calmaria só — ela explicou, me dando um beijo estalado na bochecha. — Fica bem, amiga. E aproveita o seu bilionário cadelinha!
Revirei os olhos, rindo, e me despedi dela.
Assim que os portões se fecharam atrás do carro de Tina, o silêncio tomou conta da mansão. Suspirei e caminhei em direção ao escritório de Ares. A porta estava entreaberta.
Franzi a testa, totalmente confusa.
— Mais que amiga? Como assim, Ares?
Ele balançou a cabeça, como se não quisesse entrar em detalhes para não me chatear.
— Não é nada, Rubi. Deixa para lá. Esse é um problema de concorrência que apenas eu vou ter que enfrentar de agora em diante.
Concorrência? Antes que eu pudesse questionar o que estava na cabeça dele, Ares levantou o queixo e me calou com um beijo. Foi um beijo lento, doce e cheio de uma saudade estranha, como se ele quisesse apagar qualquer outra pessoa da minha mente.
Quando ele se afastou, sorriu e roçou o nariz no meu.
— Você quer ver um filme comigo lá na sala de cinema?
— Pode ser.
Ares sorriu ainda mais e, sem me dar tempo para pensar em mais nada, tomou os meus lábios novamente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!