Entrar Via

Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 66

ARES BECKETT

Chegamos ao quarto do hotel depois de muito constrangimento e tentação. Rubi passou metade do trajeto no táxi cantando, e a outra metade com o rosto escondido na curva do meu pescoço, respirando quente contra a minha pele de um jeito que me fazia suar frio.

Assim que entramos na nossa suíte, suspirei de alívio. Caminhei direto para a cama pronto para depositá-la sobre os lençóis.

Mas, assim que tentei abaixá-la, as mãos dela, que estavam em volta do meu pescoço, deslizaram rapidamente para baixo e agarraram a minha gravata.

— Eu quero te beijar de novo, Ares.

— Nós podemos falar sobre essa sua vontade amanhã, quando você estiver sóbria.

Tirei a gravata das mãos dela com cuidado e desci para perto dos seus pés.

Desfiz as fivelas delicadas dos saltos que ela usava e os coloquei no chão.

— Seria muito bom se você pudesse pelo menos tomar um banho rápido e se trocar para algo mais confortável — sugeri, enquanto tirava o segundo sapato.

— Estou muito confortável com a minha roupa, obrigada.

— Nesse caso, tudo bem. Durma como quiser. — Fui até o frigobar, peguei uma garrafinha de água e voltei para a beirada da cama. Destampei a garrafa e estendi para ela. — Beba isso. Vai me agradecer amanhã.

— Não estou com sede.

Ajoelhei-me no chão ao lado da cama para ficar na altura do rosto dela.

— Rubi, pelo amor de Deus, você pode tentar não me contrariar só por três minutos na sua vida?

Ela bufou alto, pegou a garrafa da minha mão e bebeu metade do líquido de uma vez só, batendo o plástico na mesa de cabeceira em seguida.

— Satisfeito, papai? — ela provocou.

Ignorei o tom atrevido.

— Muito. Agora, deite e durma.

Ela balançou a cabeça no travesseiro.

— Só durmo se você deitar também.

— Preciso tomar banho antes.

— Mentira. Você tá muito cheiroso. Eu senti o cheiro quando você me carregou.

Não consegui evitar uma risadinha baixa.

— Ok, você venceu. — Vou tomar banho assim que ela pegar no sono.

Tirei o meu paletó, desfiz os dois primeiros botões da minha camisa e deitei de costas na cama.

Ela estava chorando!

— O que foi agora? — perguntei, sentando-me na cama.

Ela fungou mais alto, limpando o nariz com as costas da mão.

— Você não me quer. Nenhum homem me quer. Nem o meu próprio marido. Eu sou feia, não é?

— Rubi, olha para mim — pedi, colocando a mão no ombro dela. Ela não se virou. — É claro que eu te quero. Estou a ponto de enlouquecer de tanto que eu te quero.

— Você está mentindo! — ela choramingou, abraçando o travesseiro.

Eu juro que não sabia se ria da lógica bêbada dela ou se levava aquilo a sério.

Acariciei a bochecha molhada dela com o polegar, virando o rosto dela com delicadeza para me encarar.

— Rubi, você não está sóbria o bastante para tomar essa decisão. O álcool está falando por você.

Ela me olhou com os olhos marejados, a testa franzida em pura incompreensão e mágoa.

Suspirei, derrotado. Mudei de posição, ficando por cima dela. Apoiei as mãos ao lado da cabeça de Rubi e inclinei meu rosto até os nossos narizes quase se tocarem.

— Eu vou fazer algo muito bom agora para te mostrar exatamente o quanto eu te desejo — sussurrei. — Mas é bom você não me culpar amanhã.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!