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Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA! romance Capítulo 39

ARES BECKETT

Deixei a sede da Beckett Industries muito antes do meu horário habitual. A sensação de vitória corria pelas minhas veias, quente e inebriante. Eu tinha arriscado alto, e no final, ela me pertencia novamente. Domênico Bane havia sido esmagado e ressuscitado pelas minhas mãos, apenas para provar um ponto. E Rubi... estava voltando para o lugar de onde nunca deveria ter saído.

Assim que passei pela entrada, subi as escadas e fui direto para a suíte principal. A porta estava entreaberta.

Entrei e avistei Mary finalizando a arrumação. Ela tirava os últimos vestidos de uma arara móvel e os pendurava no meu closet. Ao me ver, ela parou e abaixou a cabeça.

— Boa tarde, Sr. Beckett. Quase terminei a transferência das coisas da senhora Rubi.

— Pode deixar o resto, Mary. Eu assumo daqui.

Ela assentiu e saiu rapidamente, fechando a porta. Fiquei sozinho. Caminhei até o closet e passei a mão pelas roupas dela, que agora dividiam o espaço com os meus ternos. Era uma invasão visual que me encheu de satisfação. As cores vivas dos vestidos dela contra a sobriedade das minhas roupas pareciam afirmar que ela me pertencia.

Fui até o banheiro da suíte. A bancada que antes abrigava apenas a minha espuma de barbear e o meu perfume, agora estava repleta de pequenos frascos de vidro, cremes, pincéis de maquiagem e o perfume com cheiro de jasmim que ela usava. Respirei fundo. O cheiro dela já dominava o ambiente.

Desci para a sala de jantar quando o relógio marcou oito horas em ponto. Rubi já estava lá. Ela usava um vestido simples, os cabelos soltos, e continuava. Me sentei à cabeceira da mesa, de frente para ela, e não pude evitar um sorriso largo.

— Boa noite, querida. Espero que a sua mudança para o nosso quarto tenha sido tranquila.

Ela não respondeu. Apenas continuou olhando para o prato vazio. O chef começou a servir o jantar, um prato sofisticado de frutos do mar, mas Rubi mal tocou na comida. Ela cortava pequenos pedaços e os movia de um lado para o outro.

Isso teria me irritado no passado. Hoje, porém, apenas me divertiam. Eu gostava do desafio.

— O dia no mercado financeiro foi agitado, como você deve saber — comentei casualmente, tomando um gole de vinho. — As ações da Bane Fashion subiram bastante depois daquele... mal-entendido. Fico feliz que a justiça tenha sido feita tão rapidamente. O sistema funciona, não acha?

Sem olhar para mim, ela caminhou até a cama, levantou as cobertas e se deitou na ponta extrema, virando as costas para o meu lado. Ela estava literalmente no limite do colchão, o mais longe possível de mim.

Tirei minha roupa devagar, vesti apenas uma calça de moletom e me deitei. O espaço vazio entre nós era imenso, mas a presença dela na minha cama aquecia o quarto inteiro. Apaguei a luz do abajur, mergulhando o quarto na escuridão.

Rolei na cama, diminuindo a distância entre nós, parando a centímetros das costas dela. Eu podia sentir o calor do corpo dela, podia ouvir a respiração acelerada que a traía. Ela era afetada sempre que eu chegava perto. Só não tenho certeza se era apenas medo, ou algo mais...

Me inclinei em direção ao cabelo dela, inalando o cheiro de jasmim misturado com o sabonete, e aproximei meus lábios do ouvido dela.

— Boa noite, minha esposa — sussurrei no escuro, minha voz arrastada e cheia de uma possessividade que não fiz questão de esconder.

Ela estremeceu visivelmente, encolhendo-se ainda mais contra a beirada da cama. Voltei para o meu lado, fechei os olhos e, dormi um sono profundo e ininterrupto, completamente satisfeito por tê-la exatamente onde eu queria: ao alcance da minha mão.

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