VALENTINA ROSS
UM ANO ANTES...
Os maiores desastres das nossas vidas raramente começam com uma explosão. Eles começam com um pequeno deslize. Um passo em falso que você acha que pode consertar depois.
Naquela noite, a noite de lançamento da campanha Curvas Reais, eu cometi um erro. E esse erro puxou o fio que desencadeou todos os outros grandes erros que me levariam àquele altar um ano depois.
Assim que Rubi me empurrou para cima de Domênico Bane com a desculpa de que eu seria uma "ótima companhia" e arrastou Ares para longe, o silêncio entre mim e o magnata da moda pareceu incômodo.
Fiquei parada ao lado dele, segurando a minha taça de champanhe. Domênico não olhou para mim. Os olhos verdes e expressivos dele continuaram fixos nas costas de Rubi e Ares, acompanhando o casal enquanto eles desapareciam no meio da multidão.
Havia melancolia e derrota no rosto dele. Ele havia perdido a sua maior estrela, e de certa forma, eu sabia que ele também sentia que havia perdido a chance de ter ao seu lado a mulher incrível que a minha melhor amiga era.
Pigarreei, decidindo que era hora de intervir no seu ciclo de autopiedade e cumprir o meu papel de anfitriã.
— Sabe, o champanhe das bandejas já está ficando quente — comentei, chamando a atenção dele. — Conheço o barman que a Beckett contratou para esta noite. Ele faz um dry martini perfeito. Quer uma bebida de verdade, senhor Bane?
Domênico piscou, como se estivesse acordando de um transe, e finalmente virou o rosto para mim. Um sorriso lento, desenhou-se nos lábios dele.
— Por favor, Valentina. Me chame apenas de Domênico — ele respondeu, oferecendo o braço para mim com um cavalheirismo natural. — E eu adoraria uma bebida de verdade. Mostre o caminho.
Caminhamos juntos até o bar iluminado no canto do salão. Pedi duas bebidas fortes para nós. Quando os copos chegaram, nós brindamos em silêncio, tomamos uns 4 drinks até Domênico finalmente parecer querer conversar:
— Ela está magnífica hoje, não está? — Ele olhava para o copo, mas eu sabia de quem ele estava falando.
— A Rubi sempre foi magnífica — respondi com um sorriso orgulhoso. — Ela finalmente encontrou o lugar onde pode mandar em tudo. Ela nasceu para comandar.
Ele soltou uma risada baixa, concordando com a cabeça.
Ele se inclinou na minha direção. O rosto dele ficou a milímetros do meu.
Eu não sabia o porquê. Talvez fossem as bebidas que já estavam fazendo efeito no meu sangue. Talvez fosse a beleza daquele homem, ou a personalidade incrivelmente magnética que ele exalava. Mas quando a boca dele tocou a minha de forma hesitante, pedindo permissão, eu simplesmente fechei os olhos.
Eu deixei.
A mão dele escorregou para a minha nuca, puxando-me para mais perto, e o beijo, que começou suave, rapidamente se transformou em algo faminto. O gosto do dry martini se misturou com o sabor dele. Agarrei a lapela do terno, correspondendo com a mesma intensidade.
Deus me perdoe, mas eu estava gostando.
Eu estava gostando muito. Eu sabia que estava comprometida, sabia que era um erro, sabia que não deveria estar fazendo aquilo.
Mas eu não conseguia parar. E foi ali, naquele beijo roubado no canto do bar, que a minha vida perfeita começou a ruir. Esse primeiro erro, me levou ao primeiro grande erro na mesma noite.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!