VALENTINA ROSS
O trajeto da festa até o apartamento de Domênico, que ficava a poucos quarteirões dali, foi preenchido de toques apressados e respirações ofegantes. Não houve espaço para hesitação. Assim que a porta se fechou atrás de nós, a urgência tomou conta de tudo.
— Achei que a viagem de elevador nunca fosse acabar — Domênico sussurrou com um sorriso malicioso, prensando o meu corpo contra a madeira da porta.
Os nossos lábios se chocaram novamente com uma fome desesperada. As mãos dele desceram para a minha cintura e, em um movimento rápido e forte, ele me levantou. Imediatamente, trancei as minhas pernas ao redor do quadril dele, segurando firme nos seus ombros.
— Uau. Você é apressadinha, senhorita Valentina? — ele provocou, soltando uma risada rouca e divertida contra o meu pescoço enquanto caminhava pelo corredor me carregando. — Confesso que adoro isso.
— Só cala a boca e me leva logo para o quarto — murmurei, beijando o maxilar dele, sentindo a textura da sua pele.
Ele riu novamente, um som gostoso e vibrante que fez o meu estômago revirar. Quando chegamos ao quarto, ele me deitou sobre os lençóis macios da cama. A luz fraca da cidade entrava pela janela de vidro, iluminando aqueles olhos verdes hipnotizantes, que agora brilhavam com uma intensidade de tirar o fôlego.
Com agilidade, ele tirou o próprio paletó e a camisa, revelando um peito largo e definido, levou poucos segundos para todas as roupas de seu corpo desaparecerem. Em seguida, as mãos experientes dele vieram até o zíper do meu vestido. Quando o tecido escorregou pelo meu corpo, deixando-me apenas de lingerie, Domênico parou. Ele simplesmente congelou e ficou me admirando de cima a baixo.
— Deus, Valentina... — ele sussurrou, balançando a cabeça devagar, genuinamente impressionado. — Você é linda. Absolutamente linda.
Senti o meu rosto esquentar, mas não desviei o olhar.
— Posso dizer o mesmo sobre você... — Sussurrei deslizando meu dedo indicador no seu abdômen.
— Não me comparo a você — ele continuou, abaixando-se para beijar a curva do meu ombro, enquanto removia o sutiã. — Tão linda. Que corpo perfeito.
Senti os lábios quentes dele descerem, trilhando um caminho de beijos úmidos pelo meu colo, pelos meus seios e pela extensão da minha barriga, arrancando suspiros altos de mim.
— Você está falando muito, senhor Bane — brinquei, enroscando os dedos nos cabelos macios dele e puxando de leve.
— Mais rápido... — pedi, sem fôlego.
Domênico obedeceu imediatamente. A cada estocada profunda, ele deixava um elogio escapar entre os gemidos.
O calor, o atrito, a voz rouca dele elogiando o meu corpo... Tudo conspirava para que aquele momento fosse inesquecível. Eu não pensava em mais nada além dele. Apenas no toque ardente, no cheiro dele e no prazer que tomava conta de cada célula do meu ser.
— Valentina... — ele gemeu o meu nome contra a minha boca, perdendo completamente o controle do próprio ritmo. — Eu vou... ah, inferno, você é perfeita demais...
Acelerei os meus quadris indo de encontro aos dele. Quando a onda de prazer rebateu dentro de mim, me fazendo contorcer nos braços dele, senti ele dar uma última estocada violenta, jogando a cabeça para trás, e alcançou o orgasmo exatamente no mesmo segundo que eu.
Caímos ofegantes sobre os lençóis bagunçados, com os corações batendo descompassados, ainda abraçados em uma névoa de suor, sorrisos exaustos e uma perfeição que deveria ser proibida.
E esse foi meu segundo erro. Um erro grande demais para ignorar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!