RUBI MONTENEGRO
A festa estava a todo vapor. Eu havia me tornado o centro absoluto das atenções. Aos vinte e quatro anos, eu era oficialmente a mais nova bilionária de Nova York.
Pessoas do círculo de Ares que antes fingiam que eu não existia agora faziam fila para me cumprimentar. Mas, no meio daquele mar de rostos interessados e sorrisos falsos, eu só tinha olhos para um único homem.
Ares estava do outro lado do salão, conversando com alguns acionistas.
— Metade da Beckett Industries... — a voz divertida de Valentina soou ao meu lado, tirando-me dos meus pensamentos. Ela segurava uma taça de champanhe e me olhava com puro orgulho. — Amiga, você zerou o jogo! Parabéns, Rubi. Você merece cada centavo e cada segundo dessa vitória.
— Obrigada, Tina — sorri, abraçando a minha melhor amiga. — Mas, para ser sincera, o dinheiro é a última coisa na minha mente agora.
Valentina acompanhou o meu olhar até Ares e deu uma risadinha cúmplice.
— É, eu imagino o porquê. Ele parece que vai ter um ataque cardíaco se você não falar logo com ele.
Como se fosse uma deixa perfeita, a banda ao vivo trocou o ritmo agitado por uma melodia lenta, suave e romântica. As luzes do salão diminuíram gradativamente.
Ares não esperou mais nenhum segundo. Ele pediu licença aos homens com quem conversava e caminhou na minha direção. O seu olhar escuro estava fixo em mim.
Ele parou na minha frente e estendeu a mão.
— Me concede esta dança, senhora Beckett?
— Claro que sim.
Coloquei a minha mão sobre a dele e deixei que ele me guiasse até o centro da pista de dança. Ares puxou o meu corpo para colar no dele, uma das mãos segurou minha e a outra descansou na minha cintura.
Começamos a nos mover no ritmo lento da música.
— Você está gostando da sua festa? — ele perguntou em um sussurro, os olhos varrendo cada detalhe do meu rosto.
— A festa está linda, Ares. O vestido é perfeito, a transferência foi uma loucura que jamais te imaginei cometendo... mas sei que não é sobre isso que você quer falar.
Senti os músculos das costas dele ficarem rígidos sob a minha mão.
— Não, não é. — Ele encostou a testa na minha. — Já fiz tudo que podia, Rubi. Agora, só preciso saber se... se eu ainda tenho uma esposa.
Olhei no fundo daqueles olhos negros que antes me causavam medo, mas que agora me olhavam com pura devoção e desespero. Eu não queria, nem precisava mais fazê-lo sofrer.
— É bom mesmo, senhor Beckett. Eu espero de verdade que não. Até porque, agora tenho poder o bastante para arruinar todos os seus negócios. — Ameacei, tentando me manter séria.
— Mas aí você também arruinaria a si mesma.
— É um risco que não me importaria em correr. — Sorri maldosamente.
— Uau... Sabia que você fica muito sexy quando me ameaça? — Ares sussurrou rouco. — Poderíamos aproveitar que nosso casamento se tornou real e ter uma noite de núpcias...
Ele não perde tempo.
— Não desgosto dessa ideia.
— Jura? — Lá estava a expressão surpresa de novo, surpreender Ares é mais fácil do que qualquer um pode imaginar.
— Claro. — Sorri quando a música chegou ao fim e esse sorriso lentamente se tornou maldoso. — Mas para isso teríamos que nos casar, ops... acho que é impossível.
Me separei dele e comecei a voltar para perto da Tina, quando ouvi a última frase de Ares:
— Nada é impossível para um Beckett, querida.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!