— A sua lógica não tem nenhum problema, você não fez aquilo sabendo que estava errado. Qualquer um consideraria o lado mais grave primeiro.
— Mas qual foi o resultado?
Diego se aproximou, com um olhar analítico: — O resultado foi que você não esperava que o pai da cunhada ficasse em estado crítico, e você, além de estar a milhares de quilômetros de distância, nem atendia o telefone, me conta o que você pensou?
Lorenzo abaixou os olhos, empurrou a mão de Diego que imitava um microfone na sua boca e explicou.
— Porque na época o projeto no exterior teve problemas e a Débora estava tendo colapsos diários, então eu achei que Marisa estava sendo irracional.
— Coisas demais, cercado por negatividade, então, no subconsciente, gerou impaciência em relação à cunhada, resultando em violência fria?
Ele pensou um pouco e concordou.
Devia ser isso.
Diego cruzou as pernas e esfregou o queixo.
Embora achasse que o cara à sua frente provavelmente não tinha mais jeito, ele ainda se esforçava para pensar em uma solução.
— Será possível que haja algum problema no meio disso?
Vendo que ele abaixou a cabeça, Diego continuou: — Como alguém em estado estável fica em estado crítico de repente, ou até morre?
— Será que alguém fez alguma coisa no meio, ou na verdade a condição do pai da cunhada sempre esteve péssima, e alguém mentiu?
Lorenzo levantou os olhos, com a expressão sombria. Ele lembrou do que Marisa disse naquele dia.
— Mas meu pai também era urgente.
Então, a situação do pai dela na época não era como ele sabia.
Vendo a seriedade no rosto dele, Diego soube de imediato que tinha acertado.
— Qual seria a intenção dessa pessoa? Em vez de querer matar o pai da cunhada, a probabilidade de querer separar vocês é muito maior.
— Alguém queria que vocês se divorciassem, então quem seria o maior beneficiado dessa situação?
Parecia uma pergunta, mas cada frase ia apontando diretamente para uma pessoa específica.
Lorenzo girava a aliança no dedo anelar e não disse nada.

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