Diego levou um bolo.
Ele ficou sentado no restaurante por duas horas e não conseguiu esperar por Lorenzo. Ele não atendia o telefone e nem respondia às mensagens.
Até que finalmente Bruno ligou, dizendo que ele tinha um problema e não poderia ir, só então Diego começou a comer trêmulo.
Depois de comer e beber até se fartar, pisou no acelerador e foi direto para a casa de Lorenzo.
Pensando que Marisa estava em casa e não era educado ir de mãos vazias, ele passou pelo supermercado e subiu carregando várias coisas.
A campainha tocou por muito tempo, e a figura saiu devagar lá de dentro.
Ele devia ter acabado de tomar banho. Lorenzo usava um roupão preto, com uma toalha na mão, e secava o cabelo distraidamente.
— O que você veio fazer? — Vendo Diego do lado de fora arrumado como um pavão, ele perguntou com uma expressão indiferente.
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Diego olhou para ele, seu rosto passou de ensolarado para nublado, e disse sem acreditar: — Cara, você me deu um bolo, não falei nada de você, e você que tá com cara de impaciência.
Vendo essa atitude dele, Diego ficou sem palavras e balançou as coisas na mão: — Eu trouxe um monte de coisas, qual é, não vai me deixar entrar?
O olhar de Lorenzo desceu do rosto para a mão dele, e depois, sem expressão, deu um passo para trás.
Diego franziu a testa, deu uma olhada disfarçada para ele e se espremeu pela pequena fresta para entrar.
Ele colocou as coisas na mesinha e ficou inspecionando o ambiente ao redor.
— O que você está olhando?
Diego com cara de fofoqueiro: — Cadê a cunhada, a cunhada não tá?
Lorenzo abaixou os olhos, jogou a toalha de qualquer jeito no balcão e falou com a voz profunda: — Não está.
Ele subiu os degraus, abriu a geladeira, bebeu dois goles de água para aliviar a sede e depois pegou mais uma garrafa e jogou para Diego.

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