Meia hora depois, a competição terminou, e as pessoas saíram em pequenos grupos.
Quando Lorenzo e Débora saíram lado a lado, viram duas figuras no saguão.
Gabriel estava ao lado de um pilar, segurando uma bebida quente, inclinado para frente dizendo algo a Marisa.
Marisa não estava com uma cara muito boa, os lábios um pouco pálidos, mas o canto da boca ainda exibia um sorriso leve. Gabriel entregou-lhe a bebida quente, levantou a mão e tocou suavemente a testa dela. Marisa não se esquivou, deixando-o tocá-la.
O rosto erguido parecia cooperar.
A interação entre os dois deixava evidente a proximidade que tinham um com o outro.
Lorenzo parou de andar, e Débora seguiu o olhar dele, com um traço de compreensão passando pelos olhos.
— Não é a Srta. Arantes? Quem é a pessoa ao lado dela?
Ela ergueu a cabeça e, vendo que a expressão de Lorenzo não era boa, disse: — Lorenzo, não pense demais, talvez seja só um amigo.
Ela puxou a manga de Lorenzo: — Vamos embora primeiro, não os incomode. A Srta. Arantes vai ficar desconfortável se nos vir.
Desconfortável?
Desconfortável com o quê?
Ela estava cheia de intimidade com outro homem na frente dele, e isso a deixaria desconfortável?
Então ele deveria ir lá e pedir desculpas?
As palavras foram suaves, mas como uma agulha, acertaram precisamente o ponto fraco de Lorenzo.
Ele olhou para a mulher a pouca distância, sentindo algo se revirar no peito.
Na frente dele, ela era sempre submissa, cautelosa, tentando agradar.
Mas na frente de Gabriel, ela relaxava, sorria naturalmente, como se tivesse baixado a guarda.
Nada o machucava mais do que ver como ela se soltava naturalmente ao lado de Gabriel, algo que nunca fazia com ele.
— Lorenzo? — Débora, vendo que ele não respondia, chamou novamente baixinho.
Lorenzo desviou o olhar, com a voz sem emoção: — Vamos.



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