— Como está o desenvolvimento do seu pequeno estúdio?
Marisa não olhou para ele e disse: — Claro que está tudo melhor, sem você por perto tudo parece mais leve e tranquilo na minha vida.
Pelo menos ninguém diz que a Aura Luxe é uma oficinazinha sem futuro e impresentável.
A frase carregava um tom provocativo.
Ela não queria ser simpática com ele, apenas queria que cada palavra o incomodasse.
— Você vai participar daquele concurso de design do museu? — Ele olhou para a janela, perguntando como quem não quer nada.
Marisa: — Você me investigou?
Lorenzo deu um riso anasalado, sem dizer nada, e Bruno, que dirigia na frente, interveio na hora certa: — Senhora, o Grupo Valli patrocina esse concurso, então sabemos de algumas coisas.
Marisa manteve uma atitude desconfiada: — O Grupo Valli trabalha com finanças, desde quando se importa com esse tipo de concurso?
E mesmo se o Grupo Valli patrocinasse, por que a lista de participantes valeria a leitura pessoal de Lorenzo?
Vendo que ela o encarava fixamente, o homem virou a cabeça e abriu a boca, sem expressão.
— Você acha que me importo tanto com você a ponto de descobrir sobre a sua participação no concurso e patrociná-lo de propósito?
Ele riu friamente: — Marisa, você se acha demais.
Tsc.
Marisa desdenhou, desviando o olhar silenciosamente, e disse com a voz dura: — Não achei isso.
Embora as palavras fossem duras, ela mesma achava que Lorenzo não era o tipo de pessoa que faria algo tão absurdo.
Afinal, ele nunca tomou a iniciativa de se importar com o que ela fazia.
A voz de Lorenzo soou num tom regular: — Estarei no local da final, espero que você não me envergonhe.
Marisa retrucou: — Fique tranquilo, não ousaria usar o seu nome para participar do concurso, eu quero mais é ficar bem longe de você, de preferência sem relação nenhuma.
— Marisa! — A voz dele carregava uma leve irritação.

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