O jantar acabou. A julgar pela expressão feliz no rosto do Sr. Wagner, a negociação parecia ter corrido bem.
Os três desceram juntos, Bruno foi buscar o carro, e Lorenzo foi para o lado atender a um telefonema.
Já quase em maio, a brisa noturna não tinha nem um pouco de frio e batia no rosto de forma suave e confortável.
O Sr. Wagner ajeitou as roupas e virou-se para o lado:
— Poxa vida, Sra. Valli, muito obrigado pelo dia de hoje. Se não fosse pela sua presença, talvez o acordo não tivesse saído tão rápido.
Marisa abriu o seu sorriso padrão e disse de forma educada:
— Que isso. Suas condições gerais atenderam aos requisitos do Grupo Valli, por isso conseguiram fechar o negócio.
— De qualquer forma, muito obrigado por ter aparecido hoje. Farei com que minha esposa visite mais a sua loja no futuro.
Vendo que ele dizia aquilo, Marisa estendeu a mão por cortesia:
— Então muito obrigada, Sr. Wagner.
O Sr. Wagner retribuiu o aperto com um sorriso no rosto.
Antes que soltassem as mãos, uma voz estridente veio de trás.
— Muito bem, Wagner! Me traindo debaixo do meu próprio nariz. Você deve estar cansado de viver!
Um som forte de bofetada soou, e uma marca de tapa apareceu imediatamente no rosto do Sr. Wagner.
Antes que Marisa pudesse reagir, a mulher de meia-idade foi direto para frente e agarrou a gola de Marisa, com os olhos vermelhos e furiosos.
— Eu quero ver quem é a vadia que ousa seduzir o meu homem!
Marisa quis soltar a mão dela, mas a diferença de tamanho era muito grande, e ela a agarrou com tanta força que não conseguia se mexer.
— Pare com isso, pare agora!
Vendo que o Sr. Wagner a impedia, a mulher ficou ainda mais irritada. Achando que ele estava ajudando a outra pessoa a maltratá-la, levantou a mão gorda e fez menção de acertar o rosto de Marisa.
Quando Marisa pensou que não escaparia daquela, pronta para fechar os olhos e suportar, uma mão forte a puxou para trás rapidamente, e ela se chocou contra o peito firme de Lorenzo, envolvida em seu abraço.
Ainda assim, foi inevitável não ser arranhada pelas unhas compridas daquela mulher em seu rosto.
— Tudo bem?
Marisa encontrou aqueles olhos pretos cheios de susto e só depois percebeu a dor, soltando um pequeno assobio de ar.

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