Vestiu uma roupa de trabalho, preparou um café americano e pegou sua bolsa para ir ao estúdio.
O clima ultimamente estava excepcionalmente ameno, a luz do sol brilhava quente sobre o corpo.
No estúdio, os funcionários formaram uma roda e falavam alguma coisa.
— O que houve?
Marisa olhou pela fresta e viu uma caixa de presente em cima da mesa. A caixa estava entreaberta, revelando um vestido vestido dobrado ordenadamente dentro.
Ela reconheceu com apenas um olhar: era a peça que o Sr. Wagner encomendara para a sua esposa da última vez na Residência Valli.
— Foi devolvido?
Vendo que Marisa havia chegado, todos abriram espaço.
Ela pegou a roupa e examinou com cuidado, mas por mais que olhasse, não encontrou nenhum problema.
— Qual o problema?
A assistente Júlia falou com uma expressão constrangida:
— É na parte do bordado. O cliente disse que havia pedido bordado frente e verso, mas nós fizemos apenas de um lado.
Marisa não disse nada. Tirou o vestido da caixa e virou do avesso para dar uma olhada.
Bordado de um lado só.
Seu coração pesou:
— E o contrato?
Júlia entregou o contrato que já tinha preparado. Estava escrito claramente em preto no branco: bordado completo, frente e verso, flores de ameixeira.
— Quem acompanhou isso?
Júlia hesitou, com uma expressão de quem havia feito algo errado:
— Fui eu. Mas eu realmente me lembro de ter avisado a bordadeira no início, não sei por que...
Marisa olhou para ela e não insistiu no assunto.
O estúdio estava apenas começando e andava muito ocupado ultimamente. Cometer um erro era compreensível.
Quando surgia um problema, em vez de reclamar e se irritar, era melhor pensar em uma maneira de reparar os danos.
Ela dobrou a roupa de volta e perguntou:
— Qual foi a atitude do Sr. Wagner?

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