Ela realmente não era boa naquilo.
Yasmin logo mandou trocar: — Podem ir! Minha amiga não quer desse tipo.
No segundo seguinte, apareceu outro grupo de rapazes com aparência estranha e chamativa.
Yasmin ergueu as sobrancelhas: — E esses?
Marisa continuou balançando a cabeça.
Foram umas três ou quatro vezes assim, até Yasmin entender o limite dela. Ela apontou para a fila e disse em tom de piada e ameaça: — Tem que escolher um. Se não escolher, mando todos sentarem aqui com você.
O olhar dela era muito firme. Marisa tinha certeza que ela faria isso.
Para evitar o desastre de ficar cercada pelos dois lados, ela cerrou os dentes e apontou para o rapaz mais escondido no canto.
— Vai... esse.
Yasmin olhou para o garoto pálido, com um sorriso debochado: — Uia, Marisa, então você curte esse tipo.
Marisa deu duas risadas secas e pegou o copo de novo para esconder a vergonha. O garoto viu aquilo, se levantou rápido e bateu o copo, travado igual a um aluno exemplar.
Ele era muito bonito, um metro e oitenta e cinco de altura. Usava camiseta branca, calça cargo e tênis AJ clássico.
O cabelo mole caía na testa. Embora tivesse pálpebra simples, era impressionante. Tinha nariz alto, lábios rosas e pele lisa de colágeno, como um aluno novato que acabou de chegar.
Talvez fosse novo nisso. Sentou com a coluna reta, parecendo tímido e contido.
Para acabar com o climão, Marisa perguntou sem pensar: — Quantos anos tem?
— Dezenove, gata.
— Pft.
Marisa engasgou com a bebida e começou a tossir sem parar, soltando o líquido da boca sem querer.
— Cuidado, gata. — O menino olhou nervoso, entregou um lenço na hora e bateu de mau jeito nas costas dela para ajudar a respirar.
Dezenove...
O coração de Marisa bateu rápido.


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