Exatamente como prometido, na tarde seguinte, Bruno trouxe o acordo de divórcio.
Marisa abriu para conferir se não havia nenhum problema.
— Cadê o Lorenzo?
Bruno respondeu: — O presidente foi para Santa Marina a trabalho.
Marisa estalou a língua e guardou o acordo no envelope com força.
Ela sabia, claro que não seria tão fácil.
Ao lado, Bruno viu que Marisa estava falando sério desta vez, e quase disse sem pensar: — Senhora, na verdade, o presidente...
Bip...
O som de uma buzina veio de trás, interrompendo as palavras que estavam na ponta da língua de Bruno.
Ao erguer a cabeça, viu um Maybach preto parado na calçada. A janela abaixou, revelando um rosto elegante.
— Marisa, entra.
Bruno o reconheceu. Era o homem do corredor do restaurante da outra vez.
Chamava-se... Gabriel Arantes.
O presidente o mandou investigar esse cara.
Bruno olhou para Marisa e depois para o homem no carro, parecendo ter adivinhado algo.
A explicação estava em seus lábios, mas no fim, calou a boca com uma expressão complexa.
Marisa acenou para quem estava atrás, concordou com Bruno. — Obrigada pela viagem.
Em seguida, abriu a porta do carro e entrou.
O carro saiu, e Bruno suspirou fundo ao ver os dois conversando lá dentro.
Gabriel desviou o olhar do retrovisor, olhou para a pasta nos braços de Marisa e perguntou em voz baixa:
— Assinou?
— Hum.
Ela respondeu sem ânimo. Não sabia se era por causa do resfriado, mas estava meio abatida.
O carro entrou no trânsito. Gabriel olhou para frente, pensou um pouco e decidiu dar a volta.
Marisa olhou pela janela, um pouco confusa. — Não íamos ver os novos tecidos?
— Primeiro ao hospital.
— Já disse que não precisa.
— Marisa. — Gabriel falou com uma voz suave, mas firme — um tom que não deixava espaço para qualquer tipo de recusa. — Sua voz já está rouca.


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