Ele não se importava mais com outros assuntos, nem se iria assustar a presa.
O mais importante agora era explicar tudo sobre o pai de Marisa para ela primeiro, para que não tivesse mais mal-entendidos sobre ele.
Ele massageou a cabeça dolorida e disse: — Vá para a casa do Diego.
— Sim.
O carro mudou de direção e seguiu para o outro lado.
Assim que Lorenzo entrou, viu um homem caído em um canto da sala.
Luan Machado.
Lorenzo acenou para os seguranças ao lado. — Acordem-no.
Diego se aproximou: — Eu trouxe esse cara da casa de mahjong. Não sei se exageraram na dose, mas ele ainda não acordou.
Um segurança jogou um copo de água gelada no rosto dele e deu vários tapas. O homem murmurou baixo antes de abrir os olhos lentamente.
O efeito da droga ainda estava no corpo. Ele se apoiou para sentar, apertou as têmporas inchadas e olhou ao redor para o grupo de pessoas.
Não havia o menor sinal de pânico nele; pelo contrário, curvou os lábios, com um tom arrogante.
— Sr. Valli, eu sabia que aquele assunto não ficaria escondido, só não esperava que você fosse tão rápido.
Lorenzo olhou para ele de cima a baixo, com a voz grave: — Há três anos, quando o pai de Marisa foi internado, foi você quem recebeu dinheiro de Débora para subornar o Estevão da sala de arquivos médicos e atrasar a recomendação de resgate?
Luan zombou, encarando-o sem rodeios: — Fui eu. Não tenho motivos para negar.
Bruno jogou uma pilha de cópias nos pés dele, e os documentos se espalharam pelo chão.
— Desde que ela foi estudar na Alemanha, ela envia dinheiro para você todos os meses. Você foi pago para resolver vários problemas para ela durante anos, e isso não parou nem quando ela voltou ao país.
Luan abaixou a cabeça, olhou para os recibos no chão e falou num tom displicente:
— As provas já estão todas aqui, não preciso me esquivar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai