— Amiga, a Camila morreu.
— O quê?
No quarto do hospital, Marisa estava conferindo os pedidos do estúdio quando Giovana entrou pela porta.
— É isso mesmo, sofreu um acidente de carro na tarde de quarta-feira. A caminho do Centro de Detenção Sul, foi atingida por um caminhão de cimento sem freio e o carro pegou fogo na hora.
Marisa estaria mentindo se dissesse que não ficou chocada com isso.
Ela se machucou em um acidente de carro, e a outra perdeu a vida em um.
— Será que o destino realmente cobra todo mundo por tudo que faz?
Marisa olhou para Giovana: — O que diz a reportagem?
— No fim, concluíram que foi um acidente.
Giovana entregou o celular com a notícia para Marisa.
— Ela teve o que merecia e morreu, mas acabou envolvendo três vidas inocentes à toa.
Marisa deslizou a tela pela notícia. Os comentários abaixo não tinham nada de anormal, a maioria lamentava a morte dos três policiais no carro.
— O Dr. Ricardo disse que, como a ré morreu durante o julgamento, o caso será arquivado.
— Quanto aos danos, além do seguro, o restante pode ser cobrado dos herdeiros da Camila.
— Mas parece que a Camila não tem mais parentes. Aqueles patrocinadores dela, depois daquele incidente da falsa acusação, nunca mais deram as caras.
Marisa fechou a notícia e devolveu o celular para Giovana.
— Não tem o que fazer. Quem poderia adivinhar que ela ia morrer de repente? Se o Dr. Ricardo falou, então já está decidido.
— Pelo menos ela pagou pelas próprias atitudes.
Ela soltou um suspiro longo e comentou baixinho: — Tomara que ela não faça mal a ninguém em outra chance, se é que exista uma.
— Ah, é mesmo. — Giovana de repente se lembrou de algo e tirou uma chave da bolsa.
— Encontrei o assistente do Lorenzo lá embaixo agora há pouco e ele entregou isso.

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