O pai de Marisa, a competição de design e esse acidente de carro vieram todos dessa mulher.
Débora, a família Valente.
Ele achava que, ao interceptar os registros do interrogatório, Lorenzo estava protegendo a querida dele. Nunca imaginou que ele estava preparado para pescar o peixe grande com uma isca longa.
Ele, de fato, tinha subestimado Lorenzo.
Ele tocou a tela com a ponta dos dedos, rebobinando a gravação até chegar à parte mais crucial.
— Eu te prometo, se você der uma informação útil e entregar a mandante por trás disso, farei um acordo no lugar da Marisa.
— Vou organizar para você ir para o exterior, te dar um dinheiro suficiente para você e seu filho não passarem necessidades pelo resto da vida.
— Foi a Débora, foi a Débora que me disse.
Gabriel ouviu essas frases repetidas vezes.
Muito claro, muito óbvio, muito interessante.
Ao pressionar o botão de salvar, o homem deu uma risada incontrolável.
Não imaginava que essa Camila poderia lhe fazer um favor tão grande.
Ele soltou um suspiro de alívio.
Agora que ele possuía todas as provas que precisava, não tinha nenhum motivo para manter viva a única testemunha capaz de arruinar todo o seu plano contra Lorenzo.
Ele ligou para Jade Costa.
— O lado da Camila já está liberado, pode agir.
Ele olhou para o celular em suas mãos e curvou os lábios.
— Lorenzo, ah, Lorenzo. Quero ver como você vai explicar dessa vez.
—
Quando Débora foi ao local, ouviu dos funcionários que Camila tinha sido transferida para o Centro de Detenção Sul vinte minutos antes.
Disseram que era uma ordem de cima, para facilitar o andamento do caso depois.
Então, ela dirigiu até a zona sul.
Vinte minutos antes. Ou seja, ela mal havia saído e a outra já chegava.
Tsc. Muita coincidência.
Ela inicialmente tinha pensado em mandar Luan se encontrar com Camila para perguntar os detalhes da conversa dela com Lorenzo.

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