— Ele deve ser o elo entre o Sr. Valente e as pessoas acima.
A expressão do Sr. Valente há pouco já dizia tudo.
O ex-assistente voltar de repente.
Isso prova que eles estiveram em contato todos esses anos, e os acontecimentos internos provavelmente também eram repassados para a Alemanha através dele.
Ou talvez certas coisas da Alemanha fossem enviadas de volta com a ajuda dele.
Ele achou que, quem sabe, o Sr. Valente já estivesse articulando as coisas há muito tempo.
Lorenzo massageou as sobrancelhas: — Vamos.
— Presidente, para onde vamos agora?
Ele respondeu em voz baixa: — Ao hospital.
——
Ao seu redor estava tudo branco; Marisa sentia seu corpo leve, como se flutuasse no ar.
No segundo seguinte, o cenário mudou e ela voltou ao antigo pátio de sua casa.
Marisa estava ao lado da bancada. Seu pai vestia um avental desbotado, segurando uma pesada tesoura de tecido e cortava os panos.
Ele levantou os olhos, com um rosto gentil, exatamente como ela se lembrava.
Acenou para ela: — Vem cá, o papai vai te mostrar como marcar os pontos de alinhamento.
O aperto no coração de Marisa desapareceu instantaneamente, ela caminhou devagar até ele e ficou ao seu lado, em silêncio.
Seu pai segurava o giz de alfaiate, explicando o tamanho dos cortes enquanto desenhava as linhas no tecido.
Ao lado da bancada, a garotinha de trancinhas ficou na ponta dos pés, debruçada na borda.
Seus olhos de jabuticaba piscavam, olhando para o homem ao lado: — Papai, você acha que eu serei uma grande designer no futuro?
O homem abaixou a cabeça, apertou o rosto da garotinha, com os olhos cheios de amor.
— Claro, a nossa Marisa é tão inteligente, no futuro ela com certeza será uma grande designer.
— Quão grande é uma grande designer? Maior que o céu?
O homem riu baixinho: — Mais brilhante que o céu. Onde quer que você vá, as pessoas lembrarão do seu nome e amarão os seus designs.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai