— Que bom.
Gabriel tirou a poeira do ombro dele: — Então, Diretor Lima, aguarde tranquilo, haverá boas notícias.
O homem à frente prendeu a respiração ao ouvir isso, com uma expressão de descrença.
— Certo, muito obrigado, Sr. Arantes.
Ele acompanhou Gabriel até o carro com um sorriso bajulador.
O carro se afastou lentamente; Gabriel desviou o olhar e pegou um lenço umedecido no veículo, enxugando as mãos calmamente.
Débora.
Ele não pôde evitar lembrar do momento em que o pai adoeceu.
Ao que parecia... aquilo também fora armação daquela mulher.
Jogou o lenço de papel na lixeira e disse em tom grave: — Primeiro, vamos ao Residencial das Palmeiras.
—
Quando Jade Costa abriu a porta, claramente não esperava receber a visita rara de Gabriel.
— Ora, o que traz você à minha porta?
Ela riu: — O que foi, sua Marisa parou de te dar bola?
Ele afastou a mulher sem nenhuma expressão no rosto e entrou.
Jade olhou para as costas orgulhosas dele, não pôde deixar de rir, fechou a porta e o seguiu.
— Marisa sofreu um acidente de carro.
Assim que as palavras saíram, Jade pausou o movimento de servir água.
Ela olhou para o homem no sofá, curvando os lábios e rindo levemente: — Quem foi o justiceiro que executou o que eu queria de forma tão limpa?
Gabriel: — Você não tem medo de que eu ache que foi você?
Jade se acomodou ao lado dele, aproximou o rosto perto do seu ouvido e sussurrou baixinho, com um sorriso malicioso nos lábios.
— Se você realmente suspeitasse de mim, no momento em que abri a porta, eu provavelmente já estaria com falta de ar.
Ela conhecia Gabriel muito bem. Se ele realmente suspeitasse que ela era a responsável, não estaria reagindo daquela forma agora.

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