E Alexandre não ficou ocioso; começou a mandar mensagens para o quarto e o segundo irmãos, perguntando se eles queriam entrar nessa.
O segundo, César Torres, não respondeu. Ele era um maníaco por medicina e quase nunca estava em casa, cortar os laços não teria muito impacto na sua vida.
Mas o quarto irmão respondeu rapidamente.
[Alexandre, me coloque junto nessa.]
[Tudo bem.]
— Thiago, peça ao advogado para trazer duas cópias. O Giovani também vai cortar os laços. — Alexandre disse, olhando para o irmão mais velho.
— Alexandre, não vai se conformar enquanto não destruir de vez essa família, não é? — Viviane disse, limpando as lágrimas.
— Eu, destruir a família? Que lógica é essa? É você quem insiste em manter um desastre dentro de casa, não me sobrou alternativa a não ser tomar essa medida! Sabe mãe, você não é nem um pouco esperta! Dessa forma, a Laura é mesmo uma filha ilegítima do pai e você sofreu lavagem cerebral.
Martim começou a tossir furiosamente, tentando reprimir a angústia em seu coração.
— Thiago, ande logo.
Ele só queria que Alexandre sumisse logo, se não aquele filho rebelde ia causar ainda mais estrago.
— Então... eu devo pedir para ele trazer um ou dois documentos?
Martim respondeu, pálido: — Traz primeiro o dele, e se o Giovani quiser cortar as relações, avise-o para vir resolver pessoalmente.
— Tá bom.
Alexandre mandou imediatamente a decisão de casa para Giovani.
Laura continuou ajoelhada ao lado, sem coragem para dar um pio.
O advogado logo chegou e ambas as partes assinaram os papéis. Assim que o contrato de corte de laços foi selado, Alexandre subiu as escadas para pegar as coisas dele.
Ele não era como Tainá na época que foi expulsa; muitas coisas valiosas do seu quarto haviam sido compradas com seu próprio dinheiro.
Viviane apoiava Martim e não estava numa posição confortável para se erguer. Laura não teve outra escolha além de se levantar sozinha, indo capengando em direção à escada.
Depois que ela subiu, Alexandre ficou de guarda ao pé da escada, aguardando as coisas dele.
Mas antes que Laura descesse, um carro estacionou na porta da mansão. Giovani, apoiado em muletas, entrou mancando.
— Cadê o advogado?
Ele levantou a cabeça e viu Alexandre nas escadas. — Alexandre, não me disse que hoje íamos cortar as relações com a família? Por que o advogado ainda não chegou?
— Já esteve aqui. Eu já estou livre e o senhor Torres disse que o seu acordo ia ser assinado quando você voltasse. Quer que o Thiago ligue de volta? O advogado ainda não deve ter ido muito longe.
Thiago assistia à cena dos irmãos sem palavras, perdendo a vontade de falar qualquer coisa.
— Giovani, tem certeza disso? Agora você não pode mais competir, terá de arrumar outro emprego, como vai sobreviver se romper os laços com a família?

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